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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022

Fusão do BCP e Atlântico vai criar novo gigante na banca angolana

Fusão do BCP e Atlântico vai criar novo gigante na banca angolana

Banco nacional anunciou a fusão do Millenium Angola com o Banco Privado Atlântico para se adaptar às exigências do Banco Central Europeu.

Para fazer face à desaceleração da economia angolana e às exigências do Banco Central Europeu (BCE), o que tornou mais penalizador o investimento dos bancos portugueses em Angola, o BCP anunciou, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que vai fundir o Banco Millenium Angola com o Banco Privado Atlântico, liderado por Carlos Silva, um dos vice-presidentes do BCP.

Numa operação que deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2016, a nova instituição, que ainda não tem nome, vai ter como principal accionista a gestora de activos Global Pactum, controlada por Carlos Silva, com cerca de 50% do capital. Já o BCP terá cerca de 20% do capital (passando a receber dividendos, ao contrário do que sucede hoje) e a petrolífera estatal angolana Sonangol ficará com uma posição de 15%.

Esta operação ainda terá que ter aprovada em assembleias-gerais dos dois bancos e ter o aval dos supervisores, o Banco Nacional de Angola e o BCE. O banco que surgir desta fusão será o quinto maior no sistema bancário angolano e a segunda maior instituição privada em crédito à economia, com uma quota de mercado aproximada de 10% em volume de negócios.

Sem consumir capital, o BCP consegue crescer em Angola, detendo 20% num banco maior (ao invés dos 51% que detém no Banco Millenium Angola) e ainda vai indicar os gestores com os pelouros do risco e do crédito. O memorando de entendimento assinado entre as duas partes (BCP e BPA), que pretendem blindar ao máximo esta operação “com cintos e suspensórios”, prevê “mecanismos que asseguram um controlo e uma gestão eficazes dos riscos, de acordo com as melhores práticas” e que todas as decisões relevantes, mesmo a concessão de crédito a partes relacionadas, necessitam de maioria qualificada na administração.

O Millenium bcp irá ainda indicar um dos vice-presidentes do conselho de administração, que irá presidir à “comissão de riscos ou à comissão de auditoria” e um dos vice-presidentes da comissão executiva.

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