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João de Sousa

Segunda-feira, Agosto 15, 2022

Histórias, imagens e memórias de uma cidade: Espinho

J. A. Nunes Carneiro, no Porto
J. A. Nunes Carneiro, no Porto
Consultor e Formador

Armando Bouçon / Luís Costa / Mário Augusto / Pedro Pinheiro

Cadernos d’Espinho: Memórias/Histórias/Imagens

Qual a ideia que esteve na base desta colecção sobre a história de Espinho («Cadernos d’Espinho-Memórias/Histórias/Imagens»)?

Este projeto nasceu da cumplicidade (e das competências profissionais específicas e complementares) de quatro amigos espinhenses – o historiador Armando Bouçon, o designer Pedro Pinheiro e os jornalistas Luís Costa e Mário Augusto. Mas foi sobretudo uma iniciativa do Mário Augusto, o “pai” da ideia e grande impulsionador do projeto. Por isso dizemos que ele é o nosso “publisher”.

Trata-se de um projecto muito ambicioso que prevê 14 volumes. O que está previsto?

O número preciso de volumes ainda não está fechado. Na verdade, inicialmente prevíamos fazer 14 ou 15 volumes, mas é natural que possamos ir um pouco mais longe. Por exemplo, temos um volume dedicado à música (que acaba de ser lançado), vamos fazer um volume sobre cinema (que será o próximo) e também teremos um sobre teatro, mesmo que esse volume venha a ter um outro complemento temático que ainda estamos a avaliar. Ou seja, estamos a falar de três volumes… que inicialmente era para ser apenas um, juntando música, cinema e teatro. E também estamos a pensar fazer um volume sobre a história da imprensa do concelho, que inicialmente não tínhamos previsto, de todo.

A pesquisa que levaram a cabo permitiu mostrar muitos factos desconhecidos ou esquecidos?

Sobre isso falará melhor o historiador do projeto, o Armando Bouçon. Mas posso adiantar que este projeto dos Cadernos de Espinho aproveita muito do trabalho por si desenvolvido como investigador nas últimas três décadas, assim como o seu papel enquanto diretor do Museu de Espinho. Apesar disso, por cada volume que fazemos descobrimos novas histórias e factos que eram mais ou menos desconhecidos, mesmo para nós, que somos de Espinho e acompanhamos a história da terra “ao vivo e a cores” há quase 60 anos.

Espinho foi uma cidade de referência em vários momentos: quer referir os principais?

Penso que a história de Espinho tem alguns momentos cruciais, apesar de ser uma história relativamente curta. Destacaria a transição dos séculos XIX para XX, que assinala a autonomia da Vila da Feira e a criação do concelho; os primeiros anos do século XX, que foram anos de afirmação política e de pendor cosmopolita, culminando em finais dos anos 20 com a criação oficial da zona de jogo (determinante para o desenvolvimento posterior do concelho); e os anos 40, com a inauguração de dois equipamentos essenciais: a Piscina Solário Atlântico e o Cineteatro S. Pedro.

Espinho foi e é uma terra que tem vários escritores (Manuel Laranjeira ou José Marmelo e Silva) que, pela sua obra, marcaram as letras portuguesas: serão também alvo da atenção nesta colecção?

Claro que sim. Haverá um volume que destacará personalidades diversas das mais diferentes áreas, com destaque para as artes e as letras.

Num outro campo, o da actividade desportiva, Espinho teve também figuras eminentes como o hoquista Victor Hugo: qual o lugar do desporto na obra?

O desporto vai ter um volume inteiramente dedicado à temática, “Aqui nasceram campeões”, com grande destaque para o atletismo, golfe, voleibol, ginástica, hóquei em patins, hóquei em campo, entre outras modalidades e protagonistas (Vítor Hugo, Vladimiro Brandão, António Leitão, Carlos Padrão, Fernando Meneses, Lito Gomes de Almeida, João Carlos, Manuel José, etc.).

Os «cadernos», pela dimensão e profundidade que têm, resultam de um trabalho intenso: quem faz parte da equipa e que apoios têm?

Os apoios são diversos, com destaque para o município, Solverde e diversas outras empresas locais. Essa área é competência do nosso “publisher” Mário Augusto, mas posso dizer que a nossa ideia era não ficarmos vinculados a um só parceiro – e mobilizar a cidade e o concelho, no seu todo, para este projeto que tem uma dimensão coletiva, forçosamente. E depois vendemos os livros no comércio local, nas lojas mais referenciais da cidade, o que é uma matriz do próprio projeto.


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