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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

Hoje enfrentamos duas crises ao mesmo tempo

António Serzedelo
Professor, jornalista e Membro da Freguesia de Arroios, Lisboa. Presidente da Opus Gay.

Uma crise de saúde global, e uma crise económica financeira global

A Ministra da Saúde disse que o pico da crise do vírus seria em meados de Abril, e que depois ia descendo, mas agora, já se sabe que pode durar até Junho, de acordo com o Presidente da República, e só depois começa a quebrar…

É já claro que em Abril-Maio vai haver muito mais casos graves, e até Junho… depois começaram a descer.

Porém, agora, estamos perante dois problemas concomitantes:

  • O da Saúde Global
  • O outro, provocado pelas mortes causadas pelo vírus.

É a Económico-Financeira, Global, e tudo, ou quase tudo, vai mudar desta velha ordem em que vivemos, embora não se saiba qual a sua direcção, e os seus efeitos mas são os que sobreviverem que têm de a enfrentar…

Vamos começar a assistir a múltiplas falências, sobretudo e pequenas-medias empresas, destruição de indústrias, como a do turismo, situação que vai durar bastante tempo, da construção civil, por falta de operários e encomendas, e a dos automóveis – a Auto Europa, em Setúbal, já fechou, e no Japão já fecharam cinco fábricas – e matérias primas como o petróleo, vão oscilar muito nos preços.

Olhemos para os EUA e as preocupações de Trump pela economia do seu país, na sequência do golpe petrolífero dado pela Rússia, e Arábia Saudita.

Vão haver desvalorização das propriedades, do dinheiro, etc, e isto durará bastante tempo.

Simultaneamente, os Cidadãos que ganharam uma nova consciência social – politica vão aumentar as suas exigências, em quantidade, e qualidade. Depois desta crise viu-se a fraqueza da União Europeia, sobretudo, na Saúde Publica em todos os países europeus.

A União Europeia tem sido, sobretudo, uma união aduaneira, financeira, e, às vezes, económica, mas pouco social.

Agora, o que precisamos, mais do que nunca, é de uma Europa Social que tem vindo sendo prometida durante muitos anos, mas vem sendo sempre adiada.

António Costa social democrata e Chefe do Governo já aflorou este problema, sem lançar alarme, pois sabe que Portugal corre sérios perigos neste campo, e no futuro …

As crises financeiras, até hoje, sabia-se onde nasceram, e a última, a de 2008, foi na América-NY, e teve por causa um banco, o Lehman Brothers que faliu, provocando um efeito dominó na economia.

Porém, esta nova crise económica, que se anuncia não está localizada regionalmente, tal como o vírus que está na sua origem que mata muita gente necessária para a economia.

Aparece em toda a parte, com intensidades diferentes, matando indiscriminadamente, ricos e pobres, mas, sobretudo, os idosos, sempre tão desprotegidos.


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