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Sábado, Janeiro 22, 2022

Investigação em direitos humanos e sociais envolve cinco universidades da CPLP

A ideia de envolver países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) partiu de Andréa Rocha, investigadora da UEL, uma assumida afrodescendente, doutorada em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista.

Académicos da Universidade Estadual de Londrina (Brasil), da Universidade Federal do Oeste da Bhaia (Brasil), da Universidade Católica do Porto (Portugal), da Universidade Lúrio (Moçambique) e da Universidade Privada de Angola (Angola) realizaram o primeiro encontro científico virtual para debater os sistemas de protecção e garantia dos direitos humanos nestes países.

A ideia de envolver países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) partiu de Andréa Rocha, investigadora da UEL, uma assumida afrodescendente, doutorada em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista.

Com uma larga experiência profissional e académica em áreas que envolvem direitos da criança e do adolescente, habitualmente focada em estudos que se referem à questão do racismo estrutural como elemento determinante das relações sociais brasileiras e as implicações que levam à violação dos direitos humanos, Andréa começou por lançar o repto a Azancot de Menezes, investigador da Universidade Privada de Angola, e no dia 03 de Julho de 2020, em encontro científico virtual, juntaram-se sete investigadores de cinco universidades da CPLP, nomeadamente:

  • Andréa Rocha, Doutorada em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista e investigadora da Universidade Estadual de Londrina (UEL);
  • José Francisco dos Santos, Doutorado em História de África pela Universidade de Lisboa e investigador da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB);
  • Mariana Barbosa, Doutorada em Psicologia da Justiça pela Universidade do Minho e investigadora da Universidade Católica do Porto (UCP);
  • Catarina Ribeiro, Doutorada em Psicologia pela Universidade do Porto (UCP) e Co-coordenadora da equipa de investigação portuguesa dos projectos europeus.
  • Azancot de Menezes, Doutorado em Educação pela Universidade de Lisboa e investigador da Universidade Privada de Angola (UPRA);
  • Carla Campos, Mestre em Psicologia na Especialidade de Psicologia da Justiça e do Comportamento Desviante pela Universidade Católica do Porto e investigadora da Universidade Privada de Angola (UPRA);
  • Paula Machava, Doutoranda da Universidade de Coimbra e investigadora da Universidade Lúrio de Moçambique.

Carla Campos e Azancot de Menezes da UPRA

A escolha dos quatro países justificou-se pela relação histórica que se estabelece entre eles, especialmente pelo facto de que Angola, Brasil e Moçambique foram colónias portuguesas, no entanto, o processo de independência do Brasil ocorreu em 1822, enquanto o angolano e moçambicano foi conquistado apenas no século XX, em 1975.


por Luís dos Santos, Angola


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