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Quarta-feira, Dezembro 8, 2021

Líbia, tentativa da Paz mediada por todos

Beatriz Lamas Oliveira
Médica Especialista em Saúde Publica e Medicina Tropical. Editora na "Escrivaninha". Autora e ilustradora.

Todos ao burro e o burro no chão

Na ausência de um acordo político entre as forças de Khalifa Haftar e do Governo Líbio reconhecido pelas Nações Unidas, a solução militar com bandos armados organizados e financiados como abaixo se lerá, o caos prevalece na Líbia e os civis sofrem.

Danos colaterais é o novo nome dos civis feridos ou mortos quando apanhados entre forças militares convencionais, mercenários e bandos armados e desorganizados, mas muito perigosos. Não têm nenhum ideal outro que não o divertimento da violência.

Enquanto a Turquia e a Rússia estão emergindo como os principais actores-chave da crise, enquanto a chanceler alemã Angela Merkel recebeu ontem com a maior das elegâncias e distinções convidados de mais de 10 países na tentativa de acabar com o conflito na Líbia causado principalmente pelo assassinato ilegítimo e criminal do coronel Muamar Gaddafi.

Os países com interesses no longo conflito da Líbia concordaram em não dar mais apoio militar às partes em guerra enquanto durar o cessar-fogo.





A chanceler alemã, Angela Merkel, fez o anúncio na cúpula de paz de domingo 19 de Janeiro em Berlim, após cerca de quatro horas de conversas na chancelaria.”Concordamos num plano abrangente para a frente”, afirmou Merkel. “Posso dizer que todos os participantes trabalharam juntos de forma construtiva.”Todos concordamos que devemos respeitar o embargo de armas e que o embargo de armas deve ser controlado com mais força do que no passado.”

Russos, egípcios, sudaneses e equipamentos militares modernos, com drones dos Emirados e mísseis franceses.

Há de tudo. Faz-me lembrar Casablanca, Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

A Turquia e o Catar, enviam dinheiro e mercenários para a Líbia, como têm feito na Síria.Parece haver terroristas às ordens de Istambul a serem deslocados da Síria para a Líbia. Por extraordinário que parece várias fontes indicam que até estão a ser utilizadas companhias aéreas comerciais para o envio de mercenários.

Já em Dezembro passado, os meios de comunicação social deram a notícia de que Ancara planeava enviar terroristas para reforçar um dos lados em guerra, apesar do embargo internacional de armas, que proíbe todas as transferências de armas para a Líbia (Resolução da ONU de 1973),

A Turquia fornece veículos de combate de infantaria (por exemplo, Kipri 8 × 8), veículos de combate aéreo não tripulado / UCAV / Bayraktar-2TB), armas pequenas e munições desde há anos.Discretamente, pois os orgãos de comunicação social ocidentais filtram as notícias de acordo com interesses óbvios.

O país amigalhaço da Turquia e companheiro de apoio da Irmandade Muçulmana, o Qatar, fornecem a maior parte das finanças, de acordo com a análise da T-Intelligence. O T-Intelligence é uma plataforma de serviços de informação aberto (OSINT), que fornece análises estratégicas, relatórios de campos de batalha, mapeamento de conflitos e previsão geopolítica.

Quando o Parlamento turco aprovou a missão militar de 5 de janeiro de 2020, o Presidente Erdogan revelou que as tropas turcas já estavam na Líbia: uma unidade não combatente e “outras unidades” que tomariam parte no campo de batalha. Por “outras unidades”, seriam os tais terroristas sírios.

Em janeiro de 2020, o The Guardian, através das sua próprias fontes confirmou a presença de cerca de 2.000 terroristas na Líbia e registou que seu número deve crescer para 5.000 nas próximas semanas. Os terroristas sírios ganharão 2.000 dólares por mês. Receberam passaportes turcos, assistência médica e repatriamento para a Síria em caso de morte.

A Divisão Sultan Murad, a Brigada Suqour al-Sham, a Faylaq al-Sham, a Legião Sham e a Divisão Mutasim são os grupos terroristas que lideram o destacamento líbio. Esses grupos terroristas são os mesmos que fizeram todas as ofensivas anteriores da Turquia no norte da Síria.

A ponte aérea turca para a Líbia começou a ser notícia em dezembro de 2019. Com a Força Aérea da Turquia e aviões comerciais da Líbia.

Estas tropas mercenárias são levados de Aleppo, no norte da Síria, para Gaziantep, uma das principais cidades do sudeste da Turquia. De Gaziantep, a Força Aérea Turca seguempara Istambul com Força Aérea Turca, usando aviões de carga Airbus Atlas-400M.

Russos, egípcios, sudaneses, equipamentos militares modernos, com drones dos Emirados e mísseis franceses.

Mas Haftar está a 15 km de Tripoli e nem Merkel lhe tirará essa vantagem.

Como vai tudo isto evoluir?


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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