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Quarta-feira, Outubro 27, 2021

«Que se lixem as eleições!»

Hélder Costa
Actor, dramaturgo e encenador do Teatro A Barraca.

Quando o Passos Coelho largou esta atoarda armado em herói com pés de barro, uma arrogância de estilo Trumpiano, sentia-se com as costas quentes. Acolitado por uns doutores da Banca Norte Americana, havia uma oportunidade de ouro que não se podia perder: espoliar o povo, o país, montar mais falcatruas, ir para “além da Troika”. Tinha tudo a favor: campanha cerrada dos “média” contra anterior governo socialista, o conluio da Cavacal figura, o habitual silêncio popular e a parolice de intelectuais, analistas e escrevinhadores a granel, sempre ajoelhados diante dos “Deuses” do vil metal.

Entretanto, apareceu um tornado, voaram cabeças e convicções, surgiu a tal desprezível geringonça e o país começou a andar… sem pressas, porque a carroçaria era um pouco instável.

E chegámos às eleições autárquicas.

Há mil leituras, com certeza, sobre o que se passou.

Para mim, esse descalabro que atingiu o PSD só tem um motivo. Foi a mobilização interna contra Passos Coelho e companhia, e a deserção de milhares que finalmente decidiram virar costas a quem os tinha mentido e humilhado durante muitos anos. Também era gente que nunca poderia fazer uma transição brusca. Por isso, uma enorme votação no PS!

Com lucidez,a indispensável geringonça irá continuar. Desde que se perceba que foi essa forma de governo que permitiu a derrota – que julgo dificilmente recuperável – de uma direita reaccionária, predadora e anti-Patriota.

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