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Segunda-feira, Julho 15, 2024

Maioria de esquerda assegura aprovação das primeiras medidas do novo ciclo

ASSEMBLEIA DA REUBLICA2Enquanto Cavaco Silva dava posse ao Governo, no Parlamento, os deputados discutiam medidas emblemáticas do PS: a extinção faseada da sobretaxa do IRS, da contribuição extraordinária de solidariedade e das reduções remuneratórias na administração pública.

No que diz respeito à sobretaxa do IRS e contribuição extraordinárias de solidariedade, haverá uma redução de 50% no próximo ano e a eliminação total em 2017.

Quanto à reposição total das remunerações dos funcionários públicos, ela será feita em diversas fases, ao longo de 2016. Haverá uma reversão de 40% já em Janeiro; passará a 60% em 1 de Abril; subirá para 80% em 1 de Julho e, finalmente, será completamente reposta em 1 de Outubro.

Estas medidas foram defendidas pelo deputado do PS João Galamba, com o argumento de que, para além de se tratar de uma questão de justiça, a devolução de rendimento aos portugueses “é necessária para a recuperação da economia portuguesa”. É, alegou, uma estratégia contrária à seguida por PSD e CDS, que teve resultado negativo, pois “sempre que cortaram a fundo os rendimentos dos portugueses, a economia colapsou”.

Uma ideia diferente foi a revelada por António Leitão Amaro, do PSD, que vê uma evolução positiva no país, ao nível do emprego, do défice e da dívida. E, se, nesta altura, é possível apresentar estas propostas de recuperação de rendimentos é exactamente porque “ao longo dos últimos quatro anos e meio, nós e os portugueses fizemos um grande trabalho de recuperação do país”.

A táctica utilizada quer por este deputado, quer pela sua colega do CDS Cecília Meireles foi a de tentar dividir a esquerda e fazer distanciar PCP, Bloco e Verdes das propostas socialistas.

Uma táctica que não teve sucesso. Paulo Sá (PCP), Mariana Mortágua (Verdes) e Heloísa Apolónia assumiram que há concordância com o PS em relação ao objectivo final, que há divergências no que diz socialistas são um passo em frente na devolução de rendimentos aos portugueses, pelo que as vão apoiar, na generalidade, no decorrer da votação que tem lugar esta Sexta-feira, prometendo contributos para que possam ser “melhorados” na discussão da especialidade, que se segue.

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