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João de Sousa

Sábado, Novembro 27, 2021

Maratona de Cartas – o maior evento global de ativismo Amnistia Internacional

Novo comunicado sobre a vigésima Maratona de Cartas, o maior evento de ativismo a nível global, que decorrerá entre novembro de 2021 e janeiro de 2022. Fique a conhecer cada um dos cinco casos, escolhidos pela Amnistia Internacional Portugal, desta edição.

A organização envolverá milhões de pessoas em todo o mundo, desafiando-as a assinarem petições e escreverem mensagens de solidariedade para trazer justiça a pessoas em risco, e a defensores e defensoras de direitos humanos que enfrentam tortura, perseguição ou prisão injusta. Cada edição deste evento tem sido marcante em impactos positivos e vitórias de direitos humanos. Na edição de 2020, foram reunidas mais de 128.000 assinaturas em Portugal e mais de 4,5 milhões em todo o mundo.

Para o arranque desta edição, a Amnistia Internacional Portugal projetou nas paredes de Lisboa as imagens dos casos da Maratona 2021, no edifício da Assembleia da República e num trajeto entre as várias embaixadas dos países que continuam a violar os direitos humanos destas pessoas.

Na Maratona de Cartas 2021, apresentamos cinco casos:

  • Bernardo Caal Xol, defensor dos direitos ambientais na Guatemala
  • Zhang Zhan, jornalista que foi perseguida pelo exercício da sua profissão na China, quando expôs informação sobre a pandemia da COVID-19 que o governo chinês pretendia esconder
  • Mikita Zalatarou, um jovem preso, agredido e alvo de tortura na sequência de um julgamento injusto na Bielorrússia
  • Ciham Ali que sofreu um desaparecimento forçado na Eritreia
  • Janna Jihad, uma das mais jovens jornalistas no mundo, alvo de assédio e ameaças de morte por documentar o tratamento opressivo, e muitas vezes letal, do exército israelita para com palestinianos, em particular, as crianças.

“Quisemos, com esta ação simbólica, colocar holofotes nos casos que estes países têm tentado esconder, projetando-os para que sejam vistos e recordados, pois são representativos da forma como as autoridades continuam a desrespeitar os direitos humanos – quer destes defensores de direitos humanos e pessoas em risco, quer de milhares de outras pessoas que se encontram em situações similares”, referiu Paulo Fontes, diretor de comunicação e campanhas da Amnistia Internacional Portugal. “Esta é uma grande parte do nosso trabalho e modo de atuação: dar a conhecer os abusos de direitos humanos um pouco por todo o mundo, sempre focados nas formas de agir e de solucionar estas situações – para que a justiça, a dignidade, a igualdade e a esperança prevaleçam.”

“Esta é uma grande parte do nosso trabalho e modo de atuação: dar a conhecer os abusos de direitos humanos um pouco por todo o mundo, sempre focados nas formas de agir e de solucionar estas situações”

Paulo Fontes

O projeto aposta em dinâmicas de envolvimento diferenciadas, como eventos em escolas por todo o país, um jogo que desafia jovens a tornarem-se embaixadores de cada um destes casos, ligação com figuras públicas e personalidades nacionais e internacionais, eventos e ações de rua, entre outras.

Todas as pessoas são convidadas a participar de diferentes formas: podem assinar, mas podem também ser promotoras de pequenos eventos, muito simples, em casa, em convívios ou através de partilha digital, junto dos seus familiares e amigos, colegas de trabalho, associações, escolas ou outros grupos de que façam parte. Por isso, a Amnistia Internacional está a lançar este repto a universidades, associações académicas, organizações de juventude, câmaras municipais e até empresas. A organização tem uma página dedicada inteiramente a dar dicas e apoio a quem quiser envolver-se mais e organizar um pequeno evento.

“Fazer parte deste projeto é uma ação de ativismo e solidariedade que pode marcar a diferença, em que cada assinatura conta, cada carta lembra estas pessoas que não estão esquecidas nem sozinhas. Pedimos, por isso, a todos os portugueses o máximo de envolvimento: desde a assinatura de uma petição ou uma carta de solidariedade, às conversas da Maratona de Cartas nos jantares de natal, ou à organização de pequenos eventos nas suas comunidades e grupos, para que o projeto possa chegar a Portugal inteiro”, desafia Paulo Fontes.

Nos últimos vinte anos, este movimento tem unido milhões de pessoas com um único propósito – o de salvar aqueles que se encontram em risco, independentemente de onde vivam. O projeto conta já com inúmeras vitórias, como o caso de Moses Akatugba que esteve no corredor da morte, na Nigéria, por um crime que não cometeu. Aos 16 anos, foi injustamente condenado, preso e torturado para assinar uma “confissão” pelo roubo de três telemóveis. Em maio de 2015, já com 26 anos, recebeu um perdão total do governador do estado nigeriano do Delta do Níger. Já liberto, afirmava que os ativistas da Amnistia Internacional, que contribuíram mundialmente com mais de 800 mil ações para o seu caso, eram os seus heróis.

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