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Terça-feira, Novembro 30, 2021

Marcelo, o presidente pacifista

Presidenciais 2016: Marcelo Rebelo de Sousa
Um presidente ‘pacifista’. Foi, basicamente assim que se apresentou Marcelo Rebelo de Sousa no seu discurso de vitória.

Foi magnânimo para com os seus adversários, ao destacar o contributo positivo que deram e ao determinar que “não há vencidos nestas eleições”. Retomou o slogan de que será um presidente para todos os portugueses sem excepções e assumiu que a sua principal tarefa ao longo dos próximos anos será tudo fazer “para unir aquilo que as conjunturas dividiram, estreitando a relação entre todos os portugueses, fazendo pontes, cicatrizando as feridas e aproximando posições”.

Para o novo presidente, é altura de “voltar a página e recriar a desdramatização e a pacificação económica, social e política”. Há que promover as convergências políticas, até porque “perdeu-se um pouco a cultura do compromisso e do consenso”. Para Marcelo, em democracia “é natural a divergência, mas é também natural o esforço de convergência e de compromisso ao serviço do interesse nacional”.

Da sua parte garante que é “o primeiro a querer que o Governo governe com eficácia e sucesso” porque isso será bom para o país. Mas também deixa uma palavra para a oposição, que deve ser “activa e representativa porque do seu contributo e escrutínio se faz igualmente a força da democracia”.

A política a seguir deve ter como objectivo “conciliar justiça social com crescimento económico e estabilidade financeira”. Há que “crescer de forma sustentada, gerar emprego, corrigir injustiças sociais que a crise agravou”, mas, lança um aviso ao Governo, isso tem que ser conseguido “sem comprometer a solidez financeira pela qual tantos portugueses se sacrificaram”.

 

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