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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

Moçambique e o necessário salto em frente

Delmar Gonçalves, de Moçambique
De Quelimane, República de Moçambique. Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e Coordenador Literário da Editorial Minerva. Venceu o Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro em 1987; o Galardão África Today em 2006; e o Prémio Lusofonia 2017.

Onde houver uma cabeça, não se põe o chapéu no joelho.”
Provérbio Africano

Acreditar no progresso é uma crença de preguiçosos. Própria daquele que conta com os vizinhos para fazer o que lhe competia a ele fazer.”

Em 15 de Outubro deste ano, realizam-se as próximas eleições gerais Presidenciais, Legislativas e ainda para as Assembleias Provinciais na República de Moçambique.

O anúncio oficial já foi feito pelo actual presidente da República, engenheiro Filipe Jacinto Nyusi.

Desde as primeiras eleições que se pretendiam livres, transparentes, justas e pluripartidárias, a história tem sido marcada por fraudes (mais ou menos visíveis, mais ou menos evidentes, mais ou menos descaradas), e, tudo isto, perante a ruim cumplicidade da comunidade internacional, dos ditos países democráticos, de muitos moçambicanos, de paranóicos pelo poder político e financeiro, de alguns corruptores nacionais e internacionais e bastantes corruptos nacionais que têm impedido o país de atingir uma fase adulta de consolidação democrática rumo ao desejado desenvolvimento sustentado e  real. Nesse processo propositadamente lento e acidentado, continuam a impedir que surja, emirja e se manifeste livremente uma terceira força – a sociedade civil – composta pelos moçambicanos que estão no interior do país e também no exterior em por vezes dolorosa e involuntária “diáspora” ou “exílio”.

Para que essa nobre força se manifeste livremente, se consolide e seja eficaz, é imprescindível esbater e diluir para sempre entre os moçambicanos e, de forma geral, os que, com inteira disponibilidade, seriedade, vontade, isenção, honestidade e criatividade, pelo futuro de Moçambique, em paz, harmonia e progresso, se interessam a cultura da violência, do ódio, da intimidação e da morte.

É fundamental fazê-la substituir por um código de conduta que seja para todos os moçambicanos um acordo obrigatório e comprometido de boas intenções em nome de um porvir melhor para o país, de preferência sem intervenção externa.

Já é chegado o tempo de credibilizar as instituições moçambicanas construídas com grandes sacrifícios desde o magno projecto pela independência nacional até ao mais ambicioso (o sistema democrático do estado de direito).


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