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Segunda-feira, Fevereiro 6, 2023

MPLA venceu eleições com mais de 51% mas UNITA ganhou eleitorado

No momento em que estavam escrutinados 97,03 % dos votos o Partido de João Lourenço tinha 51,07 %  (124 deputados) e a UNITA de Adalberto Júnior conseguiu 44,05 % (90 deputados). Estas eleições em Angola mostraram que o povo está sereno e fez um aviso à navegação.

Apesar do actual presidente estar a fazer um esforço para melhorar a imagem do seu Partido, os sucessivos escândalos do passado e as denúncias consecutivas de corrupção penalizaram o partido no poder. A penalização ao MPLA fez-se sentir principalmente em Luanda porque na capital do país a vitória da UNITA foi muito expressiva, com 62,59% dos votos, enquanto o MPLA ficou-se pelos 33,31%.

MPLA ganhou em 15 províncias e a UNITA conseguiu 4

A última actualização da CNE de Angola antes dos resultados definitivos mostram que os assentos parlamentares foram praticamente distribuídos pelo MPLA e pela UNITA.

O MPLA venceu em 15 províncias (Bengo, Benguela, Bié, Cuando Cubango, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Lunda Norte, Lunda Sul, Malanje, Moxico, Namibe e Uíge). As vitórias mais expressivas aconteceram no Cunene (82,87%), na Huíla (69,16%), no Cuando Cubango (69,09%), no Moxico (68,02%) e no Cuanza Sul (67,95%).

A UNITA ganhou em Luanda (62,59%), Cabinda (68,55%) e Zaire (52,10%).

Adalberto Júnior fez uma boa campanha eleitoral, muito bem apoiado pela figura de Abel Chivukuvuku, e soube conquistar com mestria a simpatia dos milhões de jovens que estão insatisfeitos com a má governação.

Observadores eleitorais reconhecem eleições livres, justas e transparentes

As eleições decorreram com muito civismo e na opinião dos Observadores, na sua generalidade, foi bem organizada pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, havendo mais de 1200 observadores nacionais e internacionais, sendo estes últimos provenientes do continente africano, União Europeia, CPLP e ROJAE-CPLP.

A Missão de Observação Eleitoral da Rede dos Órgãos de Jurisdição e Administração Eleitoral da CPLP (ROJAE-CPLP), presente no território, com comissários da CNE de Angola, Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, CNE de Cabo Verde, CNE da Guiné-Bissau, CNE de Moçambique, CNE de Portugal, CNE de São Tomé e Príncipe e CNE de Timor-Leste, já prestaram declarações públicas, pela voz do Chefe da Missão, declarando que as eleições foram livres, justas e transparentes.

Chefe da Missão da ROJAE-CPLP, José da Costa Barreiros

Concorreram às Eleições Gerais de Angola oito Partidos políticos: o Partido Humanista de Angola (PHA), o Partido Nacionalista para a Justiça em Angola (P-NJango), a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), a Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), a Aliança Patriótica Nacional (APN), o Partido de Renovação Social (PRS) e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).


por Luís dos Santos, Angola

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