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João de Sousa

Terça-feira, Setembro 28, 2021

No fio da navalha

Paulo Casaca, em Bruxelas
Foi deputado no Parlamento Europeu de 1999 a 2009, na Assembleia da República em 1992-1993 e na Assembleia Regional dos Açores em 1990-1991. Foi professor convidado no ISEG 1995-1996, bem como no ISCAL. É autor de alguns livros em economia e relações internacionais.

Fio da navalha | Referendo em Itália e eleições na Áustria

Uma vitória no referendo às reformas constitucionais propostas pelo primeiro-ministro Renzi – pouco provável mas não impossível no momento em que escrevo – daria novo fôlego ao líder italiano e afastaria no imediato as ameaças ao Euro colocadas pela oposição, mas ao facilitar a formação de maiorias absolutas parlamentares com maiorias muito relativas de votos poderia paradoxalmente abrir o caminho a forças extremistas.

A sua derrota abre todo um campo de possibilidades e não necessariamente as desejadas pela oposição, pelo que não será tão cedo que a situação política italiana se irá clarificar.

Na análise oficial dos resultados das eleições europeias de 2014 o Conselho sentenciou então que, à parte fenómenos isolados provocados por situações específicas nacionais, os europeus tinham dado a sua aprovação à gestão europeia.

Se persistirem agora numa lógica de autossatisfação, estarão a preparar desagradáveis surpresas a prazo.

Nota do Director

As opiniões expressas nos artigos de Opinião apenas vinculam os respectivos autores.

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