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Sábado, Outubro 23, 2021

“No Limite da Dor” em digressão pelo Brasil

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A peça recorda a acção da PIDE, a polícia política da ditadura, com base em testemunhos de antigos presos políticos do tempo do fascismo.

“No Limite da Dor” mostra aos espectadores a experiência vivida por muitos portugueses, e revela quatro testemunhos verídicos de portugueses torturados às mãos da polícia política de Portugal.

A digressão arranca já este Sábado, com representações em Floriano (24) e Teresina (25), ambas no Estado de Piauí.

Em Setembro, estará em Belo Horizonte (nos dias 02 a 04), em Minas Gerais,  S. José dos Campos (dia 09) e S. Paulo (dia 25), no Estado de S. Paulo, e Paulo Afonso (16 e 17), na Bahia.

A digressão da Lendias d´Encantar pelo Brasil termina em Outubro, com espectáculos em Santa Maria (01 e 02), Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro (dias 05 e 06), no estado do mesmo nome, e novamente em S. José dos Campos (09), no Estado de S. Paulo.

“Esta é, possivelmente, uma das maiores digressões teatrais de uma companhia portuguesa”, referiu à LUSA, António Revez, da Lendias d´Encantar.

“Já estivemos em Cuba e na Colômbia, por duas vezes, em cada um destes países, e na República Dominicana. Agora, temos o Brasil e, a partir desta digressão, já temos três ou quatro propostas para 2017, para voltarmos a alguns sítios e para irmos a outras cidades no Brasil”, referiu, considerando “importante” este “lançamento de pontes para o futuro”.

A peça é representada por António Revez e Ana Ademar, a produção inspirou-se num programa de rádio da Antena 1, com entrevistas a uma série de ex-presos políticos, que originou o livro “No Limite da Dor”, da autoria de Ana Aranha e Carlos Ademar.

A companhia de teatro Lendias d´Encantar, foi fundada em Beja no ano de 1998 e desde então tem trabalhado na criação e produção teatrais, na formação, dinamização e programação cultural da região. Tem uma forte componente de itinerância, tendo apresentado o seu trabalho um pouco por todo o país e conta já algumas apresentações internacionais, nomeadamente em Cuba, Nicarágua e Venezuela.

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