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Quarta-feira, Julho 6, 2022

O Reino do “Fake”

José Mateus
José Mateus
Analista e conferencista de Geo-estratégia e Inteligência Económica

Foto de Alex Bordalo

A ministra da Defesa da Alemanha, na sequência de vários outros ministros de Merkel, tem o seu doutoramento sob suspeita e poderá vir a perdê-lo. Razão: a senhora copiou. Ou, como se diz, plagiou o trabalho… Parece ser uma mania nos membros dos sucessivos governos de Merkel, esta coisa do “copianço” (uma tendência que um observador desprevenido apontaria mais a gregos e italianos, “raças apalhaçadas”, do que aos sérios germanos). Antes do rebentar deste escândalo, a senhora ministra era mesmo vista como a potencial sucessora da outra senhora, a Merkel.

Outra nódoa que alastra na Alemanha é a da contrafacção nos construtores automóveis. Primeiro foi a Volkswagen, a quem os americanos destaparam a careca, mas Mercedes, Audi e BMW também já foram apanhados na traficância que, afinal, abrangia toda a indústria automóvel alemã. Tudo traficado. Tudo “fake”. E dizer que a contrafacção é uma “cultura” chinesa… e a “cultura” alemã é a da seriedade. Tudo fake. Tudo trocado!

Nesta corrida no reino do “fake”, confirma-se: o “privado” faz melhor que o “público”. Se os ministros de Merkel com doutoramentos “fake” são, ainda assim, uma minoria no governo, já nos privados da construção automóvel  (apesar da Volkswagen ter o Estado alemão como accionista de referência) o reino da fancaria é total! Parabéns Mercedes, Audi, BMW e Volkswagen e tutti quanti!

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