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Quinta-feira, Janeiro 27, 2022

O risco de corrupção & Os candidatos presidenciais

Antonieta Guerreiro

Por si só dá vontade de rir o título da notícia veiculada nos últimos dias referente ao estudo da NATO que afirma: «Portugal tem risco elevado de corrupção».

– Risco?! Elevado?! – Portugal no que à corrupção concerne, já passou do risco “para lá de Bagdad”. A corrupção em Portugal é uma realidade em várias áreas de negócio. A novidade deste documento está no facto de se reportar à Defesa.

Há muito que se fala, à boca pequena, dos contratos de armamento feitos em certos escritórios de advogados e das comissões associadas a esses negócios, envolvendo deputados, ministros, ex-ministros entre outras personalidades bem conhecidas da nossa praça – que por sinal costumam passar entre os pingos da chuva e não raras vezes são endeusados dentro dos partidos em períodos eleitorais … ou, melhor dizendo, quando interessa a determinados grupos de pessoas que assim seja!

Em meu entender, o Presidente da República deverá ser o bastião da luta contra a corrupção. A minha pergunta aos leitores(as) é a seguinte: – Os eleitores e contribuintes serão capazes – de uma vez por todas – deixar de se armar em “treinadores de bancada” ou de “politólogos de sofá” e ir votar em quem realmente tem combatido a corrupção recusando avenças de grandes empresas, ficando longe de grupos de interesse como a Maçonaria e a Opus Dei e denunciando sucessivos casos de corrupção plasmados no Orçamento de Estado?!

Obviamente, falo de Paulo Morais. A quem a comunicação social tem ignorado como se não fosse candidato. Porque não fala a comunicação social de Paulo Morais?

Infelizmente, o que tenho ouvido são coisas como «ele diz umas verdades, mas não vai ganhar», como se isso justificasse o voto naquele que ganha. Como se aquele que à partida é o vencedor de um processo eleitoral já estivesse acima da Lei?! – e como é que se sabe à partida quem é o vencedor? – pelas sondagens? – quem paga as sondagens? – quem manipula a opinião pública?

Recentemente Silva Carvalho, ex-Director Geral dos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) acusou a secreta de ser “dona de jornais» e de “plantar informações nos seus alvos de acordo com os seus interesses”. – Pergunto-me, quem comanda as Secretas? – em matéria de principio deveria ser o Estado que somos todos nós, mas então quais os interesses que se sobrepõem a todos os outros e que são tão superiores que estão a cima de todos nós eleitores e contribuintes – interesses esses que a julgar pelo que vemos no dia-a-dia não trazem melhor Estado, nem aumento significativo do bem-comum ou da paz social?!

Preocupa-me que os portugueses e as portuguesas depois do fracasso que foram as últimas eleições legislativas ainda não tenham aprendido a lição – que a bem dizer não deixou ninguém contente – a não ser o Bloco de Esquerda – que mesmo dividido em quatro forças conseguiu aumentar a votação deixando perplexos os militantes do PSD e do PS que ai colocaram o seu votinho em sinal de descontentamento.

Uma fatia significativa da população portuguesa não vota em quem gosta, ou em quem gostaria de ver governar, vota em quem não gosta, porque afinal até gosta menos de um do que doutro e mais vale votar em quem não se gosta do que em quem deveria ganhar….eis até onde chega a mentalidade medíocre de uma fatia da população…diametralmente oposta a outra – que tem aumentado significativamente – e que simplesmente se obsta a sair de casa para votar por despeito à politica e aos políticos.

A próxima eleição presidencial em Janeiro de 2016 é a oportunidade perdida dos portugueses para fazerem as pazes com a sua consciência e de – uma vez por todas – votar em quem realmente merece e tem capacidade para limpar o país dos círculos de corrupção, com propostas alternativas e inovadoras

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