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Sábado, Outubro 23, 2021

Obama anuncia controlo mais rígido de venda de armas

President_Barack_ObamaO presidente Barack Obama fez história esta terça-feira anunciando um controlo mais cerrado da venda de armas nos Estados Unidos

Com lágrimas nos olhos ao lembrar de massacres recentes no país, Obama anunciou um pacote de medidas para aumentar o controle de armas de fogo. Entre elas, uma investigação mais rigorosa dos antecedentes de quem compra armas e a exigência de licenças de todos aqueles que as comercializam.

Obama recorreu ao seu poder como presidente para apresentar as medidas em “ordens executivas”, que não passam pelo Legislativo, confrontado à oposição do Congresso, controlado pelos republicanos. O presidente sublinhou esta dificuldade em aprovar medidas “de bom senso” no Congresso, face à resistência da oposição republicana e atacou a politização da questão, lembrando que antecessores republicanos como Ronald Reagan e George W. Bush defenderam um processo mais rigoroso de controlo dos compradores de armas de fogo, Obama frisou que, “não havendo apoio do Congresso, é dever do presidente agir dentro dos seus poderes, pois esperar não é uma opção.”

Segundo a Casa Branca, mais de 100 mil pessoas morreram nos últimos dez anos nos EUA em consequência de actos violentos com recurso a armas de fogo, sem contar “centenas de milhares de suicídios e meio milhão de feridos”. Ao evocar o massacre que fez 28 mortos, dos quais 20 crianças, numa escola do estado de Connecticut em 2012, Obama fez uma pausa para secar as lágrimas e acrescentou: “sempre que penso naquelas crianças sinto raiva”.

O presidente americano manifestou a convicção de que as medidas anunciadas venham eliminar algumas lacunas existentes na regulamentação da venda de armas de fogo e descartou a crítica de que tais medidas contrariem o direito de portar armas previsto na segunda emenda da Constituição. “Fui professor de direito constitucional”, lembrou Obama, salientando que “podemos achar modos de reduzir a violência por armas que são consistentes com a segunda emenda”.

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