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João de Sousa

Sábado, Outubro 23, 2021

OE 2021. A ponta de um Iceberg

O Presidente da República, como é do seu timbre, não atrasa nem adianta. Fala para não estar calado, já em pré-campanha, de uma campanha que fará porque será candidato ao cargo que detém.

Ora, para que se perceba melhor o que está em causa, é necessário esmiuçar cada rubrica peça a peça e apurar para onde vão as maiores fatias de um “bolo” para o qual todos nós contribuirmos de forma direta e indireta porque a receita do documento em causa só tem uma fonte de origem: o cidadão contribuinte.

Todas as outras receitas têm na génese a mesma origem.

Depois de arrecadar essa receita o Governo, consoante a sua orientação de conveniência política, distribui pelos vários ministérios montantes diferenciados de acordo com as políticas estratégicas que entende serem as mais oportunas.

Temos por isso, e para isso, o posicionamento político partidário que aparenta distanciamento da realidade económica e social dos cidadãos que os elegeram na justa medida em que, a sua preocupação central são os votos em futura eleição para que, segundo a sua estratégia permanente, contam para se chegar ao poder.

Motivo que levou o presidente do maior partido da oposição a posicionar-se, depois de um apelo feito pelo presidente da república no sentido da aprovação do OE para o ano de 2021, ironizando “que o seu partido está na bancada a assistir ao jogo” aguardando o resultado do dirimir de argumentos entre os parceiros da “geringonça” depois de o primeiro ministro ter dito pretender um acordo à esquerda na aprovação do citado OE.

O problema é que, esses parceiros, tiveram votação diferente aquando da aprovação do Orçamento Suplementar. O PCP votou contra e o BE absteve-se. O argumento dos parceiros da “Geringonça” tem sido no sentido de que foram postos em causa princípios relevantes dos entendimentos políticos iniciais.

Esta votação não augura futuro precisamente pelo desvio dos objetivos políticos iniciais acordados entre as partes sobre políticas setoriais estratégicas. Um deles, o Partido Comunista Português, pela voz de Jerónimo de Sousa, já deu a entender que fará o mesmo – votar contra – se não houverem alterações profundas no documento em apreço.

O Bloco de Esquerda não indica o sentido do voto sem conhecer a proposta, mas Catarina Martins vai adiantando quais são os parâmetros porque politicamente se rege o seu partido pelo que o documento final deve refletir essa tendência.

O Partido Social Democrata através do seu presidente Rui Rio assumiu “estar na bancada a assistir ao jogo”.

O Presidente da República, como é do seu timbre, não atrasa nem adianta. Fala para não estar calado, já em pré-campanha, de uma campanha que fará porque será candidato ao cargo que detém.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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