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Terça-feira, Setembro 28, 2021

Os meninos que fizeram a Revolução

Paulo Vieira de Castrohttp://www.paulovieiradecastro.pt
Autor na área do bem-estar nos negócios, práticas educativas e terapêuticas. Diretor do departamento de bem-estar nas organizações do I-ACT - Institute of Applied Consciousness Technologies (USA).

Portugal deve a sua liberdade a um punhado de “miúdos” com pouco mais de 20 anos. Afirmo-o vulgarmente quando me dirijo aos jovens e aos seus desafios. As tropas que fizeram a revolução de abril eram constituídas por adolescentes inexperientes. E, estavam – imagine-se – em minoria. Assim se prova que esta é a idade maior daqueles que podem mudar o mundo.

Além da esperança, a revolução trouxe também palavras novas. Liberdade, democracia, igualdade, fraternidade, etc… Algumas delas, na ausência do necessário arrojo por parte de todos, serviram apenas para nos abandonar a meio do caminho. E, por lá permanecemos até hoje.

Presentemente, isso torna-se mais claro quando pensamos em democracia ou em  liberdade. Não é o facto de eu poder votar que faz de mim livre. Só serei livre se o puder fazer em consciência. O mesmo se aplica ao acto lúcido de não votar. Ora, acontece que nada disto está assegurado por meras palavras.

Votar. Ou não votar?

A ausência de sentido crítico relativamente ao conhecimento das propostas eleitorais dos candidatos prova isso mesmo em relação à maioria dos que votam. E já agora dos que não votam. E, democracia sem responsabilidade é um espaço sem liberdade.

Por isso mesmo o voto não deve ser obrigatório. Porquê? Porque deve ser a expressão de algo maior. Da liberdade e da consciência de ser responsável perante um mundo que é, afinal, de todos.

A terminar deixo uma única certeza. Quando liberdade e compromisso se fundem qualquer sistema político se torna desnecessário. Actualmente, para mim, a democracia em Portugal é, apenas, a forma de organizar uma maioria. E, isso é, afinal, muito pouco.

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