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João de Sousa

Quarta-feira, Outubro 27, 2021

Panteão versus Tecnoforma na ‘media’ nacional

Da página de Facebook de Aurélio Malva, músico na Brigada Vitor Jara, retiramos esta informação, que pela nossa própria observação consideramos credível e que abaixo reproduzimos com a ressalva da fonte.

Imprensa de reverência

Como se pode ver neste quadro, das 183[1]. peças jornalísticas que, nos últimos quatro dias, se referiram aos casos Panteão ou Tecnoforma, 171 (93,4%)[1]. mexeram e remexeram até à náusea no primeiro caso, enquanto apenas 12[1]. (6,6%)[1]. tiveram a coragem de fazer luz sobre segundo.

É pois evidente que a esmagadora maioria da imprensa preferiu uma vez mais tentar entalar e responsabilizar o governo por uma situação pela qual não foi directamente responsável (ao mesmo tempo que tentava ilibar o governo anterior da responsabilidade de ter publicado um despacho que prevê o aluguer do Panteão Nacional para festas e jantares privados, estabelecendo até os respectivos preços) e, ao contrário, silenciar o envolvimento de Passos Coelho e Miguel Relvas num grave caso de fraude que implica a devolução de cerca de 6,7 milhões de euros à Comissão Europeia.

É esta a imprensa de “referência”! Na verdade, uma imprensa de reverência para com a Direita e os grandes interesses instalados. E que, por isso, não suporta o governo do PS apoiado pela Esquerda, tudo fazendo para minar a sua acção e credibilidade. Pois pode continuar a sua campanha de intoxicação e manipulação que de pouco ou nada lhe valerá! Porque a esmagadora maioria dos portugueses está de olhos bem abertos. E a Esquerda aprendeu com o erro de 2011.

Neste aspecto existe uma falha neste quadro. O Público fez manchete do assunto, no único artigo que publicou até agora e que apresenta uma errada sequência dos acontecimentos como mostramos em O imposto ‘Tecnoforma’

[1] Em abono da verdade, no período de 11 a 14/11, o Público fez efectivamente 2 referências à Tecnoforma (a primeira, a 13/11, que não aparecia no ‘feed’ do jornal quando fizemos a contagem, e a segunda, a 14/11, já depois do quadro elaborado), passando deste modo a verificar-se 12 referências aquele caso, agora num total de 183.

Por esse facto, as referências da imprensa aos casos Panteão e Tecnoforma passaram a ser 171 versus 12 (a que correspondem as percentagens de 93,4% e 6,6%, respectivamente) o que, como facilmente se percebe, em nada altera as conclusões anteriormente tiradas.

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