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Sábado, Outubro 23, 2021

Passeio Marítimo Cruz Quebrada a Caxias

Rui Amaral
Gestor de Empresas

Rui AmaralAos dias de semana há a um acréscimo de utilizadores no período pós laboral incentivando, ao combater o sedentarismo, a promoção de hábitos de vida mais saudáveis.

Em boa hora a Câmara Municipal de Oeiras (CMO) decidiu proceder à substituição do carreiro existente frente à Cruz Quebrada por uma via mista (peões e bicicletas).

A grande afluência de adultos, crianças e ciclistas mostra a correcção da medida.

Esta via termina na estação da Cruz Quebrada e existe uma ligação pedonal à curva do Mónaco em Caxias, construída há longos anos pela Refer sobre o entroncamento, aí existente, para protecção da linha férrea contra a violência das ondas.

Nesta valorização e devolução da zona ribeirinha às populações ficará a faltar a ligação ao Passeio Marítimo em Paço d’Arcos.

É parte desta obra que a CMO, em boa hora, encetou: melhorar o passeio da Refer e prolongá-lo até ao Forte de S. Bruno.

É nesta altura que surge uma Providência Cautelar, interposta pela “Associação Vamos Salvar o Jamor” (AVSJ) no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, que manda suspender a obra.

Os argumentos da AVSJ resumem-se, fundamentalmente, ao desaparecimento do areal situado a nascente do Forte de S. Bruno.

Partamos do pressuposto que na verdade o areal desaparece (não é líquido nem que desapareça nem que não venha a crescer).

O seu desaparecimento privaria as duas centenas de utilizadores de usufruirem deste areal nos meses de verão: Julho a Setembro. Teriam, no entanto, a alternativa da praia de Caxias situada a poente do Forte e que é servida directamente pela passagem aérea que liga o estacionamento e a estação de Caxias à praia. Fica mais próxima do que o referido areal nascente.

Trata-se de um prejuízo diminuto e existem alternativas mais cómodas e melhores.

proposta1_cam_3Por outro lado, o Passeio Marítimo é uma infra-estrutura que será utilizada por centenas de pessoas ao longo de todo o ano.

E se, como vem acontecendo por toda a Europa, os nossos cidadãos aderirem aos meios saudáveis de transporte, nomeadamente a bicicleta, a sua utilização será muito maior.

Terá impacto na diminuição de viaturas na marginal, com todas as vantagens ambientais que daí advêm. Retirarão as bicicletas, cada vez em maior número, da marginal o que é perigoso para os ciclistas e exasperante para as viaturas que vêm o seu andamento dificultado.

Faltará para isso proibir a circulação ciclista na marginal uma vez que haverá alternativa mais cómoda e mais segura.

Os encargos financeiros decorrentes da interrupção dos trabalhos serão suportados pelos munícipes de Oeiras e não pela AVSJ o que é uma consequência negativa da decisão do Tribunal.

Mesmo que se compreenda o embargo das obras naquilo que é novo não há nenhuma razão plausível para decretar a suspensão das obras de melhoria duma infra-estrutura existente: passeio da Refer que liga a estação da Cruz Quebrada à curva do Mónaco.

Não é uma decisão inteligente nem defensora dos interesses da população.

Os juízes (em geral os nossos juízes são competentes) não prestaram, neste caso, um bom serviço à Comunidade.

Espera-se que os Tribunais decidam rapidamente esta questão.

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