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João de Sousa

Sábado, Outubro 16, 2021

PCP demarca-se das opções do PS em relação à Europa

Festa do Avante! 2016

Discursando perante uma multidão a perder de vista, sob um calor abrasador, o líder do PCP falou sobre a necessidade de romper com a “política de direita e de submissão” da União Europeia e prometeu um combate intransigente pelo “aumento do salário mínimo já no início de 2017″.

As insuficiências e contradições do Governo socialista, foram a nota dominante do discurso de Jerónimo de Sousa, no encerramento da Festa do Avante!, que durou cerca de cinquenta minutos.

Quadro político

“O actual quadro político traduziu-se não na formação de um governo de esquerda” ou de uma “maioria de esquerda na Assembleia da República”, mas sim “na entrada em funções de um governo minoritário do PS com o seu próprio programa” e na “existência de uma relação de forças em que PSD e CDS estão em minoria”. Nesta situação, diz o líder dos comunistas portugueses, o “PCP não é uma “força de suporte ao Governo por via de um qualquer acordo de incidência parlamentar”, tendo apenas contribuído para que o actual “Governo iniciasse funções e desenvolvesse a sua acção”. A independência dos comunistas mantém-se inamovível, vincou Jerónimo de Sousa.

Este não é um governo do PCP

Jerónimo de Sousa, Secretário Feral do PCP na Festa do Avante 2016

O secretário-geral do PCP deixou bem claro que, apesar das conquistas conseguidas nesta fase da vida política portuguesa,”este não é um Governo do PCP, nem de esquerda”. A menos que mude de trilho, a menos que saia do Euro e da União Europeia, continuará condenado a falhar no essencial. Pensar o contrário é uma ilusão “tão perigosa quanto as ameaças, de que é possível avançar de forma decidida na solução dos problemas de fundo do País com simples ajustamentos ao modelo imposto pelo processo de integração capitalista da União Europeia e sem o libertar das amarras da política que o conduziu à crise e à ruína.”

“As opções do PS e a sua assumida atitude de não romper com os constrangimentos externos são um grave bloqueio a resposta aos problemas do país. O futuro de Portugal exige a ruptura com as imposições e chantagens que visa perpetuar a submissão, a exploração, o endividamento e o empobrecimento”, alertou Jerónimo de Sousa. A opção terá que ser “entre continuar o arrastado caminho que nos tem conduzido ao empobrecimento ou um novo rumo com outra política, em ruptura com a política de direita e de submissão à União Europeia e ao Euro”.

No palco 25 de Abril, o principal da festa, onde discursou Jerónimo de Sousa, no comício de encerramento da Festa do Avante!, perante centenas de milhar de pessoas, estavam também presentes , para além da direcção do PCP, representantes de dezenas de partidos comunistas e outras forças progressistas de todo o mundo.

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