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Sábado, Outubro 23, 2021

Pedro Filipe Soares esclarece questão dos salários dos gestores da CGD

Joaquim Ribeiro
Jornalista

bloco

 

Na nova sede da Concelhia do BE de Torres Vedras, liderada por Rui Matoso, o encontro com os militantes locais abordou a questão dos salários em Portugal. O deputado Pedro Filipe Soares esclareceu a sua última proposta no Parlamento, que tem sido desvirtuada pela comunicação social, segundo afirmou. “O Bloco propôs que houvesse uma limitação dos salários de gestores de empresas públicas indexados ao salário do primeiro-ministro, o que é diferente do que propuseram PSD e PS”, disse.

Pedro Filipe Soares detalhou que “o PSD e o CDS queriam manter a lei anterior, que dizia que o salário de um administrador da Caixa Geral de Depósitos seria a média salarial dos últimos três anos, o que dá um salário muito superior ao do primeiro-ministro”. Já o PS “defende que o salário dos administradores da CGD seja a média do pagamento do sector financeiro e uma vez são os privados a definir quanto se paga no Estado”.

O líder parlamentar do BE sublinha que o seu partido defende não haver maior responsabilidade no país que ser primeiro-ministro ou Presidente da República. Por isso, “achamos que os administradores de empresas públicas devem receber pela bitola do primeiro-ministro, limitando aí os salários”.

Pedro Filipe Soares defende que não são apenas os gestores públicos a ganhar muito. Também os políticos têm salários muito elevados, em comparação com o salário médio em Portugal, que não chega aos 900 euros mensais, e é bastante superior ao salário mínimo, pouco mais de 500 euros por mês. “Os gestores já ganham muitíssimo acima daquilo que é o salário médio em Portugal e já temos políticos muito bem pagos. É inaceitável, num país que tem as exigências que tem do ponto de vista das contas públicas, ter as desigualdades salariais que tem. É por isso que o Bloco, em nome dessa igualdade salarial, fez as propostas que fez”, disse o deputado bloquista.

No encontro de Torres Vedras foi ainda exibido um filme, de Miguel Marques, sobre o processo que levou à elaboração de uma nova Constituição na Islândia, após a falência dos bancos daquele país em 2008. Após a exibição do filme seguiu-se um debate com os militantes torrienses do BE.

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