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João de Sousa

Quarta-feira, Outubro 27, 2021

Pode haver mais três bancos para resgatar

Em entrevista à rádio pública, na passada Quinta-feira, o também ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) considerou que se trata do BCP, da CGD e de “um banco mais modesto”, os quais “podem ficar caríssimos para os contribuintes”.

“Já não temos muitos bancos portugueses para estarem a ser desbaratados por urgências que não sabemos que existem e por oportunismos que também não sabemos se não existem”, sublinha.

O economista considera que a forma como Portugal está a gerir a questão da Banca põe em causa a independência nacional: “Se acomodamos tudo e se nos subordinamos a tudo o que vem de fora, ponham a independência nacional de fora”.

joao-salgueiroJoão Salgueiro vai mais longe, afirmando que “a União Bancária é um aborto. É um escândalo. É um desastre”, resume, dizendo não compreender como é que os governos embarcaram neste projecto europeu para o sistema financeiro.

Quanto ao Governo de Portugal, Salgueiro dá ao actual primeiro-ministro o “benefício da dúvida”. Afirma que “porventura Costa tem tido mais sucesso do que as pessoas imaginaram, o problema é saber se é convincente a nível internacional. Dou sempre o benefício da dúvida, sobretudo a pessoas que considero, mas em termos de probabilidades acho que é muito escassa”.

João Salgueiro defendeu ainda a nacionalização do Novo Banco e recusa que sejam aceites ordens de Bruxelas contra a recapitalização da CGD.

Ainda sobre o Novo Banco, o antigo administrador da CGD sublinha que não se pode tolerar soluções mal explicadas e pergunta por que motivo é que uma nacionalização não há-de ser essa a solução. João Salgueiro defende, pois, uma “nacionalização à sueca”: “faria como os suecos, nacionalização para assegurar a qualidade”.

“Há empresas públicas em França e na Alemanha. Então agora é proibido ter empresas públicas?”, questionou Salgueiro em entrevista à jornalista Maria Flor Pedroso, da Antena 1.

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