Diário
Director

Independente
João de Sousa

Quarta-feira, Fevereiro 1, 2023

Portugal apontado como o terceiro país mais pacífico do mundo

Num ranking de 163 países liderado pela Islândia e Nova Zelândia, Portugal alcançou este ano o terceiro lugar ao registar “uma melhoria notável”, tendo em conta que há cinco anos ocupava a 16.ª posição. Os EUA caíram 22 lugares, e estão na 114ª posição.

O Índice Global de Paz (IGP) 2017, realizado pelo Instituto para a Economia e Paz (IEP), indica que a pontuação de Portugal subiu dois degraus, consolidando assim a sua posição como um dos países mais pacíficos do globo. O segundo e o terceiro lugar eram ocupados no ano passado pela Dinamarca e Áustria.

O relatório destaca que a subida de Portugal para a terceira classificação geral foi determinada por uma recuperação gradual da crise financeira, que resultou numa estabilidade interna no país.

Ainda que diversos países europeus tenham registado “um declínio nos níveis de Paz Positiva coincidentes com partidos políticos populistas”, a grande conclusão do centro internacional de estudos sobre desenvolvimento humano é que “os planos para a paz mundial melhoraram em 2017”.

O relatório destaca que a subida de Portugal para a terceira classificação geral foi determinada por uma recuperação gradual da crise financeira, que resultou numa estabilidade interna no país

América do Norte em queda

Apesar das melhorias no Canadá, a intensidade de crescimento de conflito interno, o aumento do terrorismo e percepções mais elevadas de criminalidade levou os Estados Unidos a caírem 22 lugares para 114º, o que fez com que a América do Norte registasse a maior queda de qualquer região.

“Enquanto a verdadeira extensão da polaridade política nos Estados Unidos demorará anos a ser completamente realizada, a sua influência nociva é já evidente. As condições subjacentes ao aumento da desigualdade, aumentando as percepções de corrupção, e a queda da liberdade de imprensa são factores que contribuíram para este declínio, resultando na diminuição global da paz na região da América do Norte”, refere Steve Killelea,  fundador e Presidente Executivo do IEP.  

No entanto, apesar do “declínio notável nos EUA e instabilidade política Europeia”, segundo o relatório o mundo tornou-se “num lugar mais pacífico em 2017”. Entre outros aspectos, a melhoria foi impulsionada por níveis mais baixos de terror patrocinado pelo Estado – execuções extrajudiciais e tortura – e a retirada prévia de forças militares do Afeganistão.

Desde o ano passado, 93 países registaram altos níveis de paz enquanto 68 pioraram. A Síria está classificada como sendo o país menos pacífico pelo quinto ano consecutivo, seguindo-se  Afeganistão, Iraque, Sudão do Sul e Iémen.

Ainda segundo o estudo, o número de países atingidos por um número recorde de mortes por terrorismo disparou para um pico histórico de 23, incluindo a Dinamarca, a Suécia, a França e a Turquia.

Perante alguns números animadores, Steve Killelea concluiu que: “o mundo ainda se encontra à mercê do conflito no Médio Oriente, da instabilidade política nos Estados Unidos, dos fluxos de refugiados e do terrorismo na Europa. Quando combinados com o aumento do nível de desigualdade de paz, em que os países menos pacíficos estão a afastar-se dos mais pacíficos, o cenário final é aquele em que inúmeras melhorias na paz não são garantidas.”

Norte África entre as regiões mais violentas

O relatório acrescenta que a Europa manteve a sua posição como sendo a região mais pacífica, enquanto as regiões do Médio Oriente e Norte de África permanecem as mais violentas. Seis de nove regiões tornaram-se mais pacíficas com os maiores progressos registados na América do Sul.

A Europa é representada por oito dos dez países que estão na classificação, tornando-a na região mais pacífica do mundo, apesar dos níveis recorde de terrorismo em alguns países. “O progresso foi orientado em parte por uma recuperação económica crescente, com resultados reforçados para indicadores tais como probabilidade de demonstrações violentas”, pode ler-se no documento.  

A 11ª edição do IGP, líder em medição de paz a nível mundial, avalia conflitos que estão a decorrer a nível interno e internacional, segurança em sociedade, e o nível de militarização em 163 países e territórios tendo em conta 23 indicadores. A avaliação é feita pelo IEP, uma organização internacional e independente dedicada a mudar a atenção mundial para a paz como uma medida positiva, possível e tangível para o bem-estar humano e progresso. Tem sede em Sydney, Nova Iorque, Haia e Cidade do México.

Receba a nossa newsletter

Contorne o cinzentismo dominante subscrevendo a nossa Newsletter. Oferecemos-lhe ângulos de visão e análise que não encontrará disponíveis na imprensa mainstream.

- Publicidade -

Outros artigos

- Publicidade -

Últimas notícias

Mais lidos

- Publicidade -