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Terça-feira, Janeiro 18, 2022

Questão migratória provoca crise diplomática entre Itália e França

A França convocou seu embaixador na Itália para protestar contra os comentários do vice-primeiro-ministro italiano Luigi Di Maio, que acusou Paris de continuar colonizando a África e levar as pessoas a migrarem do continente, disse uma fonte do governo à AFP.

O embaixador foi convocado nesta segunda-feira (21) após os comentários “inaceitáveis ​​e infundados” de Di Maio, disse à AFP uma fonte do gabinete da ministra francesa para a Europa, Natalie Loiseau, sob condição de anonimato.

Di Maio fez uma série de observações incendiárias enquanto visitava a região de Abruzzo, no centro da Itália. Foi o mais recente episódio de sérias tensões entre os governos de Itália e França.

A União Europeia deve punir a França e todos os países como a França, que empobrecem a África e fazem com que essas pessoas partam, porque os africanos deveriam estar na África, não no fundo do Mediterrâneo”.

Se as pessoas estão indo embora hoje, é porque os países europeus, a França acima de tudo, nunca pararam de colonizar dezenas de países africanos”.

Di Maio disse ainda que “a França é um desses países que, porque imprime a moeda de 14 países africanos, dificulta o desenvolvimento e contribui para a saída de refugiados”. E arrematou: “Se a Europa quiser ser corajosa, deve ter a coragem de enfrentar a questão da descolonização na África.”

A Organização Internacional para as Migrações disse neste fim de semana que mais de 100 pessoas estão desaparecidas depois que um barco que transportava migrantes virou na costa da Líbia.

A marinha italiana levou três sobreviventes à ilha mediterrânea de Lampedusa.

A Itália fechou seus portos para barcos que trabalham no resgate de refugiados que naufragam no Mediterrâneo e defende uma postura linha-dura contra a imigração.

Depois de fazer comentários criticando o governo italiano e sua abordagem à imigração no ano passado, Macron e o governo francês, desde então, evitaram entrar em disputas com Roma.

Mas as relações entre os dois países, geralmente próximos, se deterioraram desde que a coalizão entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga conseguiram eleger um governo de direita, em junho do ano passado.

Di Maio e o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, do partido Liga, recentemente apoiaram os “coletes amarelos” que protestam contra o governo de Macron desde novembro.


Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial Brasil247 (com Sputnik )/ Tornado


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