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Domingo, Fevereiro 25, 2024

Resíduos perigosos continuam a preocupar S. Pedro da Cova

danielvieiraO presidente da Junta de Freguesia de Fânzeres e São Pedro da Cova, em Gondomar, enviou anteontem, dia 26 de Outubro, uma carta aos presidentes dos grupos parlamentares da Assembleia da República a solicitar uma reunião de urgência para apurar quais as medidas e compromissos que os mesmos assumem na questão dos resíduos perigosos.

Em questão está a remoção dos resíduos perigosos da extinta fábrica da Maia da Siderurgia Nacional, depositados entre 2001 e 2002 na freguesia de S. Pedro da Cova, e que não foram totalmente removidos na operação que decorreu entre Setembro de 2014 e Maio deste ano.

Segundo Daniel Vieira, a remoção total dos resíduos continua longe de estar resolvida, tratando-se este de um “problema ambiental”, pelo que o autarca exige um compromisso político imediato.

Na carta enviada, à qual o Tornado teve acesso, o autarca refere que já a 16 de Março de 2015 a Junta de Freguesia tinha alertado “para um conjunto de questões que suscitam bastantes preocupações”, nomeadamente no que se refere “à quantidade de resíduos estimados nas avaliações” bem como ao facto de não estar comprovado que as “quantidades anunciadas publicamente correspondem às quantidades existentes no local”.

Apesar de, inicialmente, se ter afirmado que existiam 88 mil toneladas de resíduos naquele local, o caderno de encargos do concurso público feito com vista à sua remoção faz referência a mais de 105 mil toneladas.

De facto, após uma reunião na CCDR-N, em Abril deste ano, passou a ser do conhecimento público que foram identificados resíduos perigosos “localizados fora da área de intervenção” e foram assumidos compromissos de novas avaliações à quantidade exacta de resíduos presentes no local, situação que a Junta de Freguesia “desconhece até à presente data”.

“Lembramos as conclusões do Relatório do LNEC, apresentado em Abril de 2011 à CCDR-N que considerava a perigosidade do depósito de resíduos para o ambiente e para a saúde pública locais ser muito elevada, pelo que se devia proceder à sua remoção tão breve quanto possível. Lembramos também que a Assembleia da República determinou a 9 de Dezembro de 2011 que tendo em conta as dotações orçamentais nacionais já oficialmente anunciadas para o efeito, fosse lançado um concurso público internacional para a remoção dos resíduos perigosos”, refere Daniel Vieira no mesmo documento.

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