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João de Sousa

Quinta-feira, Abril 18, 2024

Recomendações do FBI para a segurança

James Comey, Director do FBI

A  Divisão de Segurança Nacional (NSD) do departamento de justiça dos EUA fez, em Setembro, 10 anos de iníco das suas operações. Foi criada após os ataques de 11 de Setembro, com o intuito de integrar a aplicação da lei, inteligência e outras ferramentas do governo na luta contra ameaças à segurança nacional. Para marcar a data, foi realizada uma conferência no Center for Strategic and International Studies (CSIS), onde foi debatida a evolução da ameaça à segurança nacional desde 9/11, o progresso que a NSD tem feito ao longo dos últimos 10 anos, e as principais questões e ameaças que a NSD irá enfrentar na próxima década.

Recomendações de quem sabe… FBI

O director do FBI, James Comey, foi um dos intervenientes, tendo deixado uma série de recomendações importantes para protecção da privacidade e dos dados pessoais. Isto, como resposta a uma questão que lhe foi colocada sobre se as ameaças da próxima geracão passam pelos ciber-ataques. Tendo em mente que a tendência está a encaminhar-se para a Internet das coisas. Abrindo uma nova e grande porta para os criminosos entrarem nas nossas vidas.

Segundo James Comey, devem ser as próprias pessoas a zelar pela sua própria segurança, não assumindo que os outros o farão por elas. Devem ter cuidado com o que fazem, e serem consumidores atentos, informando-se sobre os dispositivos tecnológicos que utilizam no seu dia-a-dia.

Uma das suas sugestões foi a de cobrir as webcams dos computadores. Ao não escondermos as câmaras web podemos estar a abrir vulnerabilidades que podem ser aproveitadas por hackers e a criar as condições ideiais para cenários de extorsão ou de espionagem industrial, por exemplo. “Se trancamos habitualmente as nossas casas e os nossos carros, por que é que os nossos computadores podem ficar abertos à mercê dos criminosos?”, perguntou o responsável máximo do FBI.

 

Já há muito que se fala das vulnerabilidades das webcams entre os utilizadores de PCs, em que estas podem colocar em risco de invasão de privacidade. Um dos exemplos mais famoso vem do próprio fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, que cobre todas as webcams de sua casa, inclusive a do seu laptop, com fita adesiva.

Monitores com câmaras escondidas

Hoje em dia já existem monitores que integram webcam que só ficam visiveis quando activadas, permanecendo o resto do tempo escondidas. Como por exemplo os monitores profissionais da Philips, que já integram uma webcam que apenas fica visível quando é activada. Desta forma, os utilizadores mais cautelosos, deixam de ter a necessidade de colarem fita adesiva nos seus monitores impossibilitando, assim, que os hackers explorem a vulnerabilidade das webcam.

Monitores Philips com mecanismos de protecção nas webcam

Thomas Schade, vice-presidente da MMD para a Europa, o parceiro que tem a licença de marca para os Monitores Philips diz que:

“Tomámos a decisão consciente de transformar a câmara numa funcionalidade de hardware controlada manualmente, porque desta forma é impossível ser explorada por hakers”

“Hoje em dia, as videoconferências são uma ferramenta essencial para comunicação profissional na maior parte das empresas. Ao mesmo tempo, as webcams abrem uma janela de oportunidade para espionagem industrial. A nossa solução simples oferece aos nossos clientes condições de trabalho seguras e eficientes.”

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