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Domingo, Outubro 17, 2021

Vingança do chinês?

Paulo Vieira de Castrohttp://www.paulovieiradecastro.pt
Autor na área do bem-estar nos negócios, práticas educativas e terapêuticas. Diretor do departamento de bem-estar nas organizações do I-ACT - Institute of Applied Consciousness Technologies (USA).

Se Donald Trump aumentar brutalmente as taxas aduaneiras, conforme o prometido durante a campanha eleitoral, os chineses irão deslocalizar as suas indústrias para os Estados Unidos? Isso iria resolver a questão do desemprego?

Pois isto já acontece há alguns anos, inicialmente com as marcas de luxo para vestuário e calçado, isto para além de outros bons exemplos. Os objectivos são claros. Resolver a questão das taxas, que hoje se levanta mais notoriamente, baixar os elevados custos imputados aos transportes, reduzindo, ainda, drasticamente os tempos de tráfego e produção.

Desde 2010 que, ainda com Obama, e principalmente através de uma organização não governamental chamada “Reshoring Initiative”, se torna mais relevante o esforço no sentido de trazer de volta algumas das mais importantes industrias aos Estados Unidos. Não se trata, portanto, de uma ideia original de Trump.

Um dos indicadores que maiores dúvidas poderá trazer a este processo é o tecnológico. Automação, robotização e inteligência artificial são, actualmente, o suporte de muitas destas indústrias agora de regresso. Assegurando elevados índices de produção, dependem muito pouco de mão-de-obra humana. Em especial da não especializada, onde vamos encontrar o maior número de desempregados norte americanos.

Se levarmos em consideração que na China tem havido aumentos salariais em média de 15% por ano, facilmente compreenderemos que, dentro em breve, a questão desta disparidade deixará de ser relevante. Igualmente, determinante será a oportunidade que a aposta em energias mais baratas como o gás de xisto trazem ao investimento no território norte americano.

Longe ficarão os tempos em que a deslocalização de empresas norte americanas para o exterior provocou vários milhões de novos desempregados?

Ainda será cedo para o afirmar. Contudo, não deveremos deixar de ter presente o facto de existirem na China 300 milhões de consumidores, isto só de classe média. Número equivalente ao dos consumidores em todos os EUA. E, esta será já, quanto a mim, a verdadeira “Vingança do Chinês”.

 

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