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João de Sousa

Sábado, Dezembro 4, 2021

A vitória (aparente) dos construtores civis entre Trump e… os outros

NINM
Colaboração do Núcleo de Investigação Nelson Mandela – Estudos do Humanismo e de Reflexão para a Paz (integrado na área de Ciência das Religiões da U.L.H.T.)

As notícias televisivas mostraram um gabinete luxuoso, uma grande mesa redonda, das mais caras, e em movimento atarefado dezenas de homens engravatados (apenas homens, é claro, porque as mulheres ali não têm voz ativa e dificilmente a terão em futuro próximo).

Viam-se sorrisos e apertos de mão, à chegada. E a felicidade de quem tem bons negócios à sua espera. Homens de investimento e ministros sírios. Ia ser aprovado o programa de reconstrução de Alepo, porque é assim mesmo: as guerras servem para enriquecer, uns dias a vender armas, nos seguintes as munições. E a construção civil, área de riqueza garantida, é um fornecedor de munições. Morra Alepo, viva Alepo, venha a seguinte cidade destruída!

A notícia foi tão animada que pulverizou algumas mais densas e importantes, mesmo as que se prendiam com o tema inesgotável da construção civil e dos seus magnatas. Por exemplo, não vimos destaque a um conjunto de factos que dão muito que pensar: ainda em 2017, mais de 100 instalações militares entrarão em funcionamento no Ártico.

A fonte parece credível, pois o anúncio foi feito pela assessoria de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia – que não só deu pormenores como nos permitiu concluir que os sistemas da defesa antimíssil chineses serão o motivo deste novo passo. É que a instalação de mísseis intercontinentais chineses perto da Rússia não deixa ninguém tranquilo.

Serão mais de 100 (importantes) infraestruturas militares as que começarão a funcionar no Ártico até o fim de 2017. Cerca de mil construtores e mais de 200 peças de equipamento serão distribuídos por seis localizações diferentes do Ártico, incluindo os arquipélagos de Francisco José, Nova Zembla, Nova Sibéria e a Ilha de Wrangel.

Dos Estados Unidos chega outra notícia, que não abre telejornais, mas que nos mobiliza a atenção: o Congresso norte-americano apresentou um projeto de lei para a “restrição de uso primordial de bomba nuclear”. O mesmo, a ser votado, é uma arma contra Donald Trump e deve reduzir o risco de conflito com outros países.

“Essa lei vai proibir a iniciativa de Trump de realizar um ataque nuclear primordial sem declaração de guerra pelo Congresso. O problema de ‘uso preventivo’ tornou-se criticamente importante agora que o presidente, Donald Trump, tem direito de iniciar uma guerra nuclear a qualquer momento”, explicou um dos autores do projeto de lei e senador do partido Democrata, Edward Markey. Que acrescentou: “Nem Trump nem presidente algum devem possuir o direito de usar bomba nuclear, exceto em caso de reposta a ataque nuclear”, sublinhou Markey.

Assim vai o mundo: exigindo missões de paz cada vez mais prementes e decisivas.

 

 

Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

Nota do Director

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