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Sexta-feira, Dezembro 2, 2022

Síria denuncia tentativas de destruição do seu património nacional

Síria

O ministro sírio da Cultura, Mohammad Al Ahmad, denunciou as tentativas terroristas do Ocidente e as monarquias do Golfo de destruir o património nacional milenar, em declarações divulgadas, nesta terça-feira (24), em Damasco.

“A destruição de Palmira é uma tentativa sionista apoiada pelo Ocidente e pelas monarquias do petrodólar para destruir a identidade, o património e a cultura da Síria”, e constituem um crime de guerra, precisou o ministro.

Os sítios históricos dessa cidade, 250 quilômetros a nordeste de Damasco, não são apenas património da Síria, como do mundo inteiro, e daí surge “a responsabilidade internacional para a brutalidade que sofre esta cidade histórica”.

Al Ahmad explicou que se conseguiu salvar cerca de 90 por cento das coleções de todos os museus do país graças à cooperação das comunidades e do trabalho abnegado de especialistas e técnicos.

Indicou que se efetuou uma documentação e embalagem de todas as peças que se enviaram a Damasco ou a zonas seguras, particularmente dos museus de Deir Ezzor, Aleppo, Palmira, Hama, Homs, Deraa, Quneitra e Sweida, além dos de Latakia e Tartus.

Nesse sentido, destacou que a Direção de Antiguidades e Museus perseveraram desde o ano de 2012 em estabelecer relações com entidades culturais internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Interpol e a Aduana Internacional.

Também se estabeleceram coordenações com universidades internacionais e museus de todo mundo para obter apoio, bem como lhes fazer chegar a mensagem patrimonial e cultural da Síria por meio de revistas, jornais e redes de televisão.

Especificamente sobre Palmira, disse que a Direção Geral de Antiguidades e Museus conseguiu, desde maio de 2015, evacuar ao redor de 400 estátuas e outras peças arqueológicas e documentar os monumentos danificados como o Museu de Palmira, o Templo Bell, o Castela, o Arco do Triunfo e as Tumbas Torres.

Por outra parte, acrescentou que 30 por cento do centro antigo de Alepo está em um estado desastroso,e os estudos preliminares demonstram que cerca de outros 30 está em bom estado, e 40 foi prejudicado parcialmente mas pode ser restaurado e reabilitado.

Até ao momento, explicou, a Fundação internacional Agha Khan apresentou um projeto de reabilitação e restauração da cidadela e das muralhas de Alepo, além da mesquita Omeya e alguns mercados, entre outros.

No plano internacional, o Ministro e o Diretor Geral de Antiguidades e Museus, Mamoon Abdul Karim, recusaram categoricamente todos os projetos de tutela e administração fiduciária internacional sobre as antiguidades sírias.

A este respeito, referiram-se a um proposto projeto da França e em especial Abdul Karim assinalou: “Como o governo do presidente francês, François Hollande, cujo país é parte da guerra contra a Síria, pretende exercer tais tutelas e proteger o património cultural sírio”.

E acrescentou que o governo francês é um dos que mais exerce pressão e trabalha para limitar o trabalho da Direção Geral de Antiguidades e Museus no cenário europeu, acrescentando que as leis de Antiguidades de Síria proíbem, e tecnicamente é muito difícil mover centenas de milhares de peças para fora do país.

A Síria possui seis lugares declarados Património da Humanidade pela Unesco desde 1980, como os sítios arqueológicos de Bosra, Damasco, Palmira, Alepo, o Crac dos Cavaleiros e as Aldeias Antigas do Norte.

Ao todo e de acordo com um mapa interativo recentemente publicado, tem 758 lugares representativos de civilizações milenares prejudicados pelas ações terroristas nas 14 províncias do país.

Texto original em português do Brasil

Nota do Director

Reproduzimos este artigo ao abrigo de um acordo de cooperação Portal Vermelho / Tornado.

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