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João de Sousa

Segunda-feira, Janeiro 24, 2022

As cores da pobreza

Carlos Luna, em Estremoz
Professor de História, Investigador

Soneto de Carlos Eduardo da Cruz Luna

Foto: Minustah (haiti)

As cores da pobreza

Pretos como petróleo, mas sem ser,
d’ escravos revoltados oriundos,
sem a cor certa p’ra nos enternecer,
haitianos tão sós e tão imundos.

Parece que não há nada p’ra se ver,
pois até ne miséria há dois mundos:
um, em qu’os pobres se devem socorrer,
outro, em qu’ os pobres são vagabundos!

Triste mund’ em que nos é dado viver,
qu’ entre pobres distingu’ os que mais convém
a favor dum tom de pel’ a condizer!

A pobreza maior é a de quem tem
diante dos seus olhos gent’ a sofrer,
sem ver qu’a dor não olh’ a cor de ninguém!


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