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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

Ataques terroristas em Paris matam mais de 100 pessoas

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O número total de mortos é ainda provisório mas serão entre 120 e 150 pessoas vítimas dos atentados desta Sexta-Feira, 13, em Paris, França. Várias explosões e tiroteios, incluindo actos suicidas em bares, restaurantes, esplanadas e uma sala de espectáculos, todos próximos do estádio de futebol onde decorria o jogo amigável entre as selecções de França e da Alemanha. O alvo principal foi o espaço Le Bataclan, onde actuava a banda Eagles of Death Metal, local em que os terroristas mataram a tiro cerca de 100 espectadores. O Estado Islâmico reivindicou os ataques através de mensagens nas redes socias, com a ameaça que os próximos alvos são Washington, Londres e Roma, mas a informação carece ainda de confirmação.

Horror, massacre, carnificina, sangue, corpos espalhados, mortos, pânico, terror, choque. São algumas palavras de testemunhas dos atentados em Paris que aconteceram ao início da noite à hora do jogo França-Alemanha e ao qual assistia o presidente François Hollande, que foi retirado sob protecção policial. Os sobreviventes afirmam que alguns dos atiradores proferiram frases em árabe como “Allah akbar” (Deus é grande) e descrevem que os atiradores actuaram de rosto destapado, agiram de forma fria e cruel executando as pessoas a tiro com metralhadoras automáticas.

No Le Bataclan, os terroristas fizeram dezenas de reféns durante três horas e no assalto policial foram abatidos três atiradores, mas não são ainda precisas ainda informações sobre o número de terroristas que agiram dentro da sala de espectáculos, bares e restaurantes, que provocaram também centenas de feridos.

Os atentados ocorreram em sete locais diferentes, em simultâneo, dando o alerta do pior ataque em França desde a Segunda Guerra Mundial. As forças de segurança e emergência médica avançaram para as zonas mas perante a gravidade da situação, foram mobilizados de imediato cerca de 1500 militares. Paris está em estado de alerta máximo e as autoridades apelam à população para evitarem sair de casa.

O presidente francês François Hollande decretou de imediato o estado de emergência em todo o território e confirmou que todas as fronteiras foram encerradas. Hollande falou cerca de duas horas após os ataques em Paris. “Caros compatriotas, estão em curso ataques terroristas na região parisiense. É um horror. Todas as forças possíveis estão a ser mobilizadas”, disse Hollande que convocou de imediato um conselho de ministros extraordinário com o primeiro-ministro, Manuel Valls, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

Especialistas em terrorismo consideram que a acção foi organizada e planeada para ser realizada com vários atentados em simultâneo muito próximo do estádio e futebol e que o facto de decorrer um jogo entre as duas potências europeias, França e Alemanha, foi uma escolha simbólica.

obamaBarack Obama e líderes europeus condenam atentados e manifestam total apoio a França

O presidente norte-americano não demorou a reagir aos acontecimentos desta Sexta-feira em Paris, mal se confirmou que eram atentados terroristas. Numa primeira declaração, na Casa Branca, Barack Obama condenou os ataques na capital francesa e afirmou que “não foi apenas um ataque ao povo da França, isto foi um ataque a toda a humanidade e aos valores universais que nós partilhamos”, sublinhando que esta é uma “revoltante tentativa de aterrorizar civis inocentes”.

Declarando que está disponível para dar todo o apoio necessário, Barack Obama relembrou que “estamos ao lado” dos franceses “no combate ao terrorismo e extremismo. Paris representa os valores do progresso humano e quem pensa que pode aterrorizar os nossos amigos, ou os valores que defendem, estão errados. Liberdade, igualdade e fraternidade são valores que nós partilhamos, e eles vão levar-nos muito mais longe do que qualquer acto de terrorismo”.

Vários líderes europeus já lamentaram os ataques e manifestaram apoio aos franceses

O Primeiro-Ministro britânico foi dos primeiros a reagir aos atentados em Paris. Numa breve declaração enviada pela rede social Twitter, David Cameron afirmou estar “chocado com os acontecimentos de hoje em Paris. Os nossos pensamentos e orações estão com o povo francês. Faremos o que for preciso para ajudar”.

Também foi pelo Twitter que Jean-Claude Junker comentou a noite sem precedentes na capital francesa. O presidente da Comissão Europeia afirmou estar “profundamente chocado com os acontecimentos em Paris. Estamos solidários com o povo de França”.

Também a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que estava “profundamente chocada” com os atentados em Paris. “Meus pensamentos nestas horas estão com as vítimas destes ataques aparentemente terroristas, seus parentes e todas as pessoas em Paris”, disse Merkel em comunicado.

Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português fez já saber que está a realizar diligências com as entidades francesas para saber se há cidadãos portugueses entre as vítimas.

parisChefe da diplomacia alemã estava ao lado de Hollande no estádio

Frank-Walter Steinmeier assistia hoje ao jogo de futebol entre as selecções da França e da Alemanha em Paris quando se registaram vários ataques e explosões, que se chegaram a ouvir dentro do estádio. O chefe da diplomacia alemã afirmou na sua conta do Twitter estar “horrorizado” e “emocionado”, concluindo que “estamos ao lado da França”. Também foi pelas suas contas no Twitter que Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, e Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu reagiram aos ataques de Paris.

Donald Tusk escreveu que estava “horrorizado com os acontecimentos de Paris. Toda a minha solidariedade e condolências com os franceses e as autoridades francesas”. Por sua vez, Martin Schulz declarou que “terríveis notícias chegam de Paris. Os nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas e o nosso apoio com as autoridades”.

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