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João de Sousa

Domingo, Outubro 24, 2021

Autárquicas 2021. A empatia necessária

Não é pela via da afronta que se trabalha a empatia necessária para recuperar a confiança dos cidadãos eleitores.

Essa confiança, para ser efetiva no voto, necessita de acreditar:

  • nos candidatos;
  • nos seus projetos;
  • nas soluções que apresentam;
  • mas também na seriedade das organizações políticas que representam;

Como sabemos, a cidadania anda arredada das lides partidárias por comportamentos lesivos das suas necessidades e interesses, efetuados por agentes políticos partidários aquando do exercício de cargos públicos.

Assim como sabemos da conduta dos citados nas apressadas remodelações feitas:

  • A gosto;
  • Por conveniência;
  • Por interesses não confessos;

Para cargos públicos da confiança política mas também para outros cargos onde a sua influência ou a influência de pessoas a si ligadas é determinante.

Mas também nas práticas associadas à gestão que levantam suspeição pública no uso das receitas cuja origem resulta de taxas, impostos, coimas, e outros, pagos pelo cidadão no quadro das suas obrigações legais sejam essas obrigações de ordem contributiva legal, judicial, ou outras. E, depois, os resultados efetivos do mandato conferido pelo voto.

Como é óbvio, ao cidadão comum, interessam as soluções que influem no seu dia a dia e, por consequência, na sua qualidade de vida como o são:

  • A educação;
  • A cultura;
  • O emprego;
  • A habitação;
  • Os transportes;
  • A estabilidade social;
  • A segurança;
  • O lazer;
  • A infância e a velhice;
  • Os equipamentos;
  • As infraestruturas;
  • Outros;

Todo este enumerar de algumas das prioridades tidas pela cidadania para a elevação da sua qualidade de vida tem de transversal a identificação ideológica do candidato uma vez que na génese estão as principais prioridades dos investimentos públicos que efetuará desde logo em duas valências determinantes:

  • Do interesse público;
  • Do interesse privado;

Na primeira solução as mais valias revertem a favor do Estado. Na segunda solução essas mais valias revertem a favor do interesse do investidor particular.

Daí que, consoante a orientação ideológica da força política dominante, as principais benfeitorias favorecerão sempre as classes sociais consigo identificadas.

No entanto, o cidadão eleitor, tem vindo a assistir à prostituição pública da identidade política dos seus agentes ao ponto de tudo prometerem para serem eleitos e, depois, nada terem feito daquilo que prometeram aos seus eleitores.

A cidade de Braga é um dos exemplos maiores dessas práticas nos últimos tempos. Acontece que não é única. E por isso o descrédito generalizado nos agentes políticos tem-se vindo a acentuar.

Importa por isso reverter todo este processo pela via da empatia credibilizadora dos agentes políticos em que o ato eleitoral assume relevância significativa por proporcionar ao cidadão eleitor a única possibilidade que tem de separar o trigo do joio.

Porque, se há agentes políticos que não são sérios, há muitos mais que estão na vida política porque se identificam com as comunidades de onde são originários e que também sentem na pele todas as contrariedades que uma má gestão Autárquica é capaz de provocar à cidadania.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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