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Sexta-feira, Dezembro 9, 2022

O Burkini e a Cultura Europeia

Rui Amaral
Rui Amaral
Gestor de Empresas

Trainee volunteer surf life saver Laalaa runs along North Cronulla Beach in Sydney

Posições contra e a favor esgrimem os seus argumentos na comunicação social, os políticos marcam as suas posições, nem sempre unânimes dentro do mesmo partido.

No entretanto os tribunais aplicam a lei considerando que a proibição do burkini representa uma limitação às liberdades individuais.

Estamos perante uma limitação de liberdade individual ou, antes pelo contrário, trata-se, precisamente, de impedir o condicionamento da liberdade individual?

Eis a questão.

A regra que impede as mulheres muçulmanas de mostrar o corpo é de origem religiosa e a consequente utilização do burkini está em desacordo com os costumes e cultura da França e da Europa.

Da mesma forma que a exigência de muitas muçulmanas para serem tratadas por médicas ou a proibição da presença de homens em piscinas durante a sua utilização por mulheres muçulmanas (suponho que em Lyon) não fazem parte da cultura europeia.

Se estas mulheres vieram viver para França é suposto respeitarem as regras da sociedade francesa. As cedências francesas são a causa de muitas das situações de violência e intransigência que penalizam a sociedade.

Da mesma forma que a Europa aceita a proibição, em vários países muçulmanos, das ocidentais andarem decotadas não é aceitável que estes muçulmanos exijam um tratamento de excepção nos nossos países.

O caso mais extremo é o uso da burka que coloca problemas de segurança. Como se identifica uma mulher de burka no controlo de entradas dum aeroporto? Como saber que a burka não esconde um assaltante numa agência bancária?

Esta é a perigosa espiral em que a Europa está enredada ao “filosofar” sobre estas questões em vez de as encarar de forma pragmática.

A liberdade de cada um tem de parar onde começa a liberdade do outro e onde a comunidade começa a estar ameaçada.

Permitir o uso do burkini não é defender a liberdade da muçulmana mas sim pactuar com a limitação da sua liberdade individual criando uma situação desconforme com a cultura ocidental.

Fazermos comparações com o vestuário dos surfistas, por exemplo, é uma falsa comparação.

Estes usam um vestuário próprio da atividade que desenvolvem e não estão obrigados por qualquer norma religiosa ou ideológica.

A mulher muçulmana se quiser ir à praia de bikini não o pode fazer por estar subordinada à autoridade do homem (marido, irmão, filho, etc).

Tudo contrário à civilização ocidental.

Se a lei não contempla esta situação altere-se a lei. Quem escolhe viver entre nós tem que aceitar e respeitar a nossa cultura que já não é compatível com radicalismos religiosos.

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