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Domingo, Outubro 24, 2021

Campanha das presidenciais custa menos do que em 2011 mas o Estado gasta mais

custos das campanhas presidenciais

Se as contas dos candidatos saírem certas, esta campanha das presidenciais vai custar menos cerca um milhão e meio de euros do que a de 2011. A soma dos gastos previstos pelos 10 candidatos, de acordo com as declarações que entregaram no Tribunal Constitucional, é de, praticamente, 3,4 milhões de euros, enquanto que as despesas efectivas da anterior campanha foram de quase 4,9 milhões. Contudo, a parte relativa ao financiamento estatal deverá subir cerca de 200 mil euros, fixando-se nos 2,6 milhões.

O candidato que prevê movimentar mais dinheiro é Sampaio da Nóvoa, que conta arrecadar  muito perto de um milhão de euros (968 mil), mas apenas estima gastar 742 mil euros. Também Maria de Belém está a pensar ter ‘lucro’ na campanha, uma vez que prevê ter 896 mil euros de receitas e apenas 650 mil de despesas. Todos os outros candidatos conseguiram colocaram as contas equilibradas, ou seja, gastarem na campanha exactamente o que vão obter de receitas.

Edgar Silva projecta gastar 750 mil euros e é o único que conta com a contribuição financeira de partidos políticos, no caso, o PCP e o PEV (342 mil euros). Aliás, os cofres dos partidos vão ficar muito aliviados, em comparação com o que aconteceu nas últimas presidenciais, altura em que contribuíram com, praticamente, 502 mil euros.

Marisa Matias prevê gastar 455 mil euros; Henrique Neto 275 mil e só na sexta posição aparece Marcelo Rebelo de Sousa, que julga apenas precisar de 157 mil euros para chegar ao Palácio de Belém. Os restantes candidatos ao lugar que Cavaco Silva vai deixar vago são Jorge Sequeira (123 mil euros), Paulo Morais (93 mil), Cândido Ferreira (60 mil) e Vitorino Silva – mais conhecido como Tino de Rans (50 mil).

Quem, efectivamente, acabar por ser eleito vai ter à sua disposição, na Presidência da República, um orçamento de cerca de 1,2 milhões de euros mensais e um conjunto de mais de 150 funcionários.

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