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João de Sousa

Segunda-feira, Setembro 20, 2021

Da ciência e do poder

A ciência política na sua génese apura da ciência da vida a articulação entre todas as valências com significativa relevância de onde extrai um tema demasiado lato mesmo que o circunscreva a uma só circunstância: a organização política e económica das sociedades.

A questões que se colocam em torno desse mote são:

  • a forma;
  • o poder;
  • a disciplina;
  • as regras.

Desde o início do ciclo conhecido da confecção, produção, transformação e desenvolvimento do embrião até ao culminar desse ciclo em que o suspiro final do personagem “baixa o pano” de um ato indiviso gerado e formatado para ser uma partícula, parte de uma imensa massa feita matéria com diversas constituições físicas, em um eixo central assente na biodiversidade dominante de forma transversal, desde sempre, onde a prorrogativa do respeito mútuo se mantenha e, quando em perda dessa prorrogativa, se procurem e, encontrem, soluções de equilíbrio; sustentabilidade; estabilidade; futuro;

No passado. No presente e no futuro.

A ciência tem o seu foco centrado na vida, nas suas diversas formas, mas também nos seus ciclos naturais com maior ou menor longevidade.

E, também, nas convencionadas formas de vida morta, quiçá por construção a partir de outras formas de vida transformada seja por processos naturais ou manuseados pelo Homem.

Aquilo que é certo é que a denominada “natureza morta” contribui em escala significativa para a existência da matéria viva; a vida.

Um ciclo desconhecido nas suas especificidades e muito pouco conhecido nas suas generalidades.

Trata-se de um conjunto de ciclos distintos em mutações constantes ao longo dos séculos pelas espécies com maior predominância no tempo até ao presente onde o Homem ocupa posição determinante: é, de há uns séculos a está parte, a espécie dominante mesmo não sendo a mais preponderante em modo quantitativo.

É neste contexto de relação social em coabitação diversa que a ciência política encontra o seu espaço vocacionado para: a regulação; a articulação; a organização e outras fórmulas e formas de gerir a vida das pessoas e do meio assentes em três pilares: a educação; a justiça; a economia;

Estas três condicionantes tem por pressupostos o exercício do poder.

Pressupostos de entendimento diverso consoante o modelo escolhido para o exercício do poder em questão e em contexto Histórico preciso quiçá, por demasiada lentidão na apreensão das valências necessárias ao equilíbrio social o que propiciou modelos e regras em que o mais forte foi sempre quem exerceu o poder. Sanguinário nuns casos e, democrático nos tempos modernos.

Sendo que, a Ciência Infusa é a ciência dominante e a Ciência Humana a que melhor se ajusta à evolução das espécies mas, as ciências naturais tem uma influência determinante de forma a que das ciências exatas resulte a eficácia no conhecimento de todo um trajeto com princípio, meio, e fim.

Ao poder são alheias todas estas condicionantes uma vez que ajuiza ter os meios persecutórios dos fins e que justificam a sua conduta de domínio sobre tudo e, sobre todos.

Tenha ele, o poder, a figura jurídica que tiver.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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