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Sexta-feira, Dezembro 9, 2022

O Diabo não chegou e pode transformar-se em Esperança

Nelson Oliveira
Nelson Oliveira
Psicólogo clínico, Mestre em Gestão Autárquica e membro de várias instituições desportivas e humanitárias

 

Diabo
“Babinski engana o Diabo” . de PaulB

… e lá viriam as instituições internacionais acudir à irresponsabilidade da esquerda.

Este era o discurso do medo de Passos Coelho, do PSD, CDS, de grande parte da imprensa nacional, comentadores profissionalizantes do catastrofismo, estilo José Gomes Ferreira e Camilo Lourenço, já para não falar na opinião tendenciosa e ideóloga da União Europeia e FMI.

A formulação de um governo assente no apoio parlamentar de PCP, PEV e BE, alegadamente teria tudo para correr mal, mas honra e valor seja dado a António Costa que num espaço de um ano conseguiu transformar algo impossível em algo que apresenta resultados positivos – doa a quem doer.

Dados do INE

Na passada semana, dados revelados pelo INE, demonstraram que o PIB cresceu 0,8%, contrariando as perspectivas pessimistas de grande parte dos analistas e surpreendendo, por outro lado, as perspectivas positivas do Governo. Segundo comunicado do Ministério das Finanças, “em termos homólogos, o crescimento do terceiro semestre situou-se em 1,6%, comparando com 0,9% no primeiro e segundo trimestres. O crescimento foi sustentado nas componentes externa e interna e no forte crescimento do emprego”, sendo que existiu “uma aceleração mais expressiva das Exportações de Bens e Serviços em comparação com a das Importações de Bens e Serviços” – ao contrário do que PSD e CDS afirmavam vir a acontecer.

Assim sendo, não existe apenas uma queda do desemprego que se for visto com seriedade poderá também estar relacionado com a desistência da procura de emprego, emigração (entre outros), mas acima de tudo o que importa salientar é o aumento efectivo do emprego e dos respectivos descontos. Para ser mais preciso, o emprego cresceu 2% e o crescimento económico anualizado – 3,2%.

É certo que nem tudo é um mar de rosas. Os juros da dívida crescem, apesar de todo este conjunto de bons resultados, levando-nos a crer na complexidade de um sistema global e as recentes “novidades” do Brexit e eleição de Trump.

Muito mais há a fazer e essencialmente há que saber gerir com sentido de responsabilidade a res publica. Mas para aqueles que projectavam no imediato o colapso da economia e abanavam a bandeira do resgate, é notório que agora mudam a argumentação.

Do diabo para o diabinho, a geringonça vai atropelando preconceitos e faz o país ter de novo esperança.

Nota do Director

As opiniões expressas nos artigos de Opinião apenas vinculam os respectivos autores.

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