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João de Sousa

Segunda-feira, Janeiro 24, 2022

Equilíbrio entre homens e mulheres nas chefias aumentaria PIB europeu em 12%


Um novo relatório da OCDE revela que o equilíbrio entre homens e mulheres nos cargos de direcção das empresas levaria a um crescimento de 12 por cento do PIB europeu nos próximos 15 anos. Segundo o documento, se a participação feminina no mercado de trabalho “se situasse ao mesmo nível da masculina e a diferença entre o número médio de horas de trabalho de ambos não existisse, a força laboral europeia aumentaria 15 por cento”, o que “resultaria num potencial crescimento económico”.

Segundo o relatório, “na medida em que a maior participação das mulheres em cargos directivos melhore a rentabilidade das empresas, esta poderia apoiar o investimento e a produtividade em geral, mitigando a desaceleração do crescimento potencial europeu”.

Estes números estão alinhados com um relatório recente do Peterson Institute, que revela que as empresas com maioria de mulheres em cargos de liderança são mais rentáveis do que as que preferem os homens para cargos directivos.

 

Apenas 12% dos cargos de liderança das 620 maiores empresas são de mulheres

O Fundo Monetário Internacional (FMI), por seu turno, avança com números que revelam que apenas 12 por cento dos cargos de liderança nas 620 maiores empresas cotadas em bolsa na Europa são ocupados por mulheres, um número que ascende aos 18 por cento no caso dos conselhos de administração. Quando o universo é alargado aos dois milhões de empresas, distribuídas por 34 países europeus, a percentagem feminina em cargos de chefia sobe para os 25 por cento.

Baseado nestes valores, o FMI pretende uma maior presença feminina no mercado de trabalho, nomeadamente mais mulheres em cargos de direcção, com o objectivo de provocar “uma melhoria substancial da economia”, com aumento da oferta total de trabalho e um registo mais equilibrado nos resultados das empresas.

Embora reconheça “progressos importantes”, nas últimas décadas, neste aspecto, o FMI defende que os avanços têm vindo a perder fulgor, “apesar da maior equidade no investimento em capital humano, da descida das taxas de natalidade, das alterações nas normas sociais e igualdade legal, além do acesso a oportunidades de emprego”.

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