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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

Europeus saem à rua para combater o nacionalismo

A organização estima que 5 milhões de europeus saiam à rua, este sábado, e apela aos membros da sociedade civil, associações, comunidades religiosas, ONGs, artistas e cidadãos que “dêem as mãos e façam barulho “. Em Lisboa, o evento está marcado para as 13 horas, no Largo de Camões.

A iniciativa transnacional, que se designa apartidária, é apoiada em Portugal pelo Livre e pelo DiEM25, que lançam o desafio aos restantes partidos para se associarem ao evento “na luta contra o nacionalismo e por uma Europa mais democrática e solidária”.

“A Europa que desejamos é livre e pacífica. No entanto, o nacionalismo é novamente aclamado. A intolerância ganha força. O ódio espalha-se, a violência torna-se quotidiana. O medo do outro e do estrangeiro é alimentado, convertido em capital político”, pode ler-se na página do Livre.

“É hora de agir”, apela ainda o partido, para concluir que “há sede de homens fortes. As sociedades são devastadas pela corrupção. O Estado de Direito está a desgastar-se. As conquistas sociais e os direitos duramente conquistados estão ameaçadas. A Liberdade e a Paz já não são tão evidentes”.

“Ascensão da misantropia, da xenofobia e do nacionalismo tóxico”

Recorde-se que a resposta falhada da Europa à afluência de migrantes e refugiados, a evasão fiscal, a dívida pública e privada ou as alterações climáticas são alguns dos temas que fazem parte da agenda do novo Movimento para a Democracia na Europa (DiEM 2025, na sigla em inglês), lançado em 2016 por Yanis Varoufakis, antigo ministro grego das Finanças, que apresenta a sua primeira lista candidata às eleições europeias, agendadas para Maio do próximo ano.

Com um manifesto descrito como “robusto e único” e “que mapeia um caminho claro para uma Europa democrática, ecológica, ambiciosa e igualitária”, o DiEM25, movimento pan-europeu, designado também por cooperação transfronteiriça dos Democratas, acredita que a União Europeia (UE) está a desintegrar-se.

“Ao mesmo tempo que a fé na UE está a diminuir, vemos uma ascensão da misantropia, da xenofobia e do nacionalismo tóxico. Se este crescimento não for interrompido, tememos um retorno à década de 1930”, defende o projecto político que junta várias filiações de tradições políticas variadas: verdes, esquerda radical e esquerda liberal.

O DiEM25 pretende ser a infra-estrutura que os democratas europeus de todos os quadrantes políticos vão utilizar para dar resposta “às cinco crises” que a Europa enfrenta: “dívida, bancos, pobreza, baixo investimento e migração”.

Há sede de homens fortes. As sociedades são devastadas pela corrupção. O Estado de Direito está a desgastar-se. As conquistas sociais e os direitos duramente conquistados estão ameaçadas. A Liberdade e a Paz já não são tão evidentes.”

Há mais de dois anos que o DiEM25 tem vindo a desenvolver políticas que visam estabilizar e reconstruir o projecto europeu. “A UE deve tornar-se um reino de paz, prosperidade partilhada e solidariedade para todos os europeus. Temos de agir rapidamente, antes que a UE se desintegre”, desafia o movimento que em Portugal tem o apoio do Partido Livre, fundado pelo historiador Rui Tavares.

Da alternativa ao “Não há alternativa”; um caminho progressita para salvar a Europa de si mesma; o querer dar aos europeus uma alternativa real e viável ao poder estabelecido e ao crescente “nacionalismo internacional”. Estes são apenas alguns dos reptos lançados pelo DiEM25 que continua a desafiar apoiantes. Entre eles encontram-se nomes como o fundador e rosto principal da Wikileaks, Julian Assange; o linguista e filósofo Noam Chomsky; o economista inglês Stuart Holland, ou o músico, compositor e produtor musical britânico Brian Eno.

 

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