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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021

Grécia quer sanções para países que não acolham número de refugiados estabelecido

Jean-Claude Juncker, Alexis Tsipras
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras afirmou ontem que a Grécia pode retaliar caso os seus parceiros europeus não assumam as suas responsabilidades no que toca ao acolhimento de refugiados, divulgou o portal Info Grécia. Defendendo a criação de um movimento global de apoio aos refugiados, Tsipras manifestou-se contra o fecho de fronteiras, que provoca a acumulação de refugiados na Grécia.

“Esperamos que a União Europeia reconheça explicitamente que a Grécia não pode arcar sozinha com toda a responsabilidade”, sustentou o primeiro-ministro. “Um dos princípios fundadores da União Europeia (UE), definido no Tratado de Lisboa, é o da solidariedade entre Estados-membros, o que significa a distribuição justa de responsabilidades”, acrescentou Tsipras.

“A Grécia vai exigir o respeito total do tratado europeu e, caso contrário, haverá sanções para quem não o respeite”, disse ainda o governante helénico, a poucos dias da cimeira entre a UE e a Turquia, que tem a crise dos refugiados na agenda.

 

Tspiras condena fecho unilateral de fronteiras na UE

Alexis Tsipras voltou a insurgir-se contra as “acções unilaterais” de alguns países, ao fecharem as fronteiras, provocando a retenção de dezenas de milhares de refugiados na Grécia. “Só podemos avançar quando nos respeitamos uns aos outros”, defendeu Tsipras, apelando à condenação da UE dessas medidas unilaterais.

O primeiro-ministro grego prometeu ainda criar o maior número de abrigos temporários para refugiados e apelou ao reforço dos processos de recolocação de refugiados, que nenhum país está a cumprir.

Tsipras considerou ainda ser “fundamental que as comunidades locais estejam ao nosso lado e que a sociedade grega continue a apoiar os refugiados”, alertando que “será a humanidade ou a extrema-direita a prevalecer”. O líder do Governo grego alertou para a necessidade de se criar um movimento internacional de apoio aos refugiados, com a ajuda de personalidades e celebridades como o papa Francisco, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, artistas e intelectuais globalmente reputados.

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