Diário
Director

Independente
João de Sousa

Sábado, Setembro 25, 2021

It’s gonna be a bright sunshiny Trump

João Vasco AlmeidaTá tudo? Vidinha porreira, Benfica campeão, governo de esquerda? Trump presidente? Isso!

O patafúrdio de capachinho é o nomeado do partido Republicano (direita) para disputar a presidência dos Estados Unidos.

Esta terça de madrugada, enquanto os repórteres do Correio da Manhã registavam mais uma violação de uma idosa de 98 anos na Arrentela, o concorrente de Trump, Ted Cruz, desistiu, estendendo a passadeira vermelha ao malandrim de Nova Iorque.

O que os analistas diziam ser o candidato bufão ganhou e agora nenhum humorista se arrisca a piadolas – nem Jon Stewart, que se despediu do seu Daily Show com pena de não acompanhar a campanha, porque ia ser hilariante, deve estar com vontade de anedotas.

A última sondagem lá dos states diz que Trump já vai à frente de Hillary Clinton por dois pontos. O que temos a ver com isto? Quase tudo.

A expressão “presidente Trump” era usada até há um ano como uma piada. Não deixou de o ser, mas agora começa a não ter graça. Trump é louco e tem uma visão do mundo típica de um liberal num campo de refugiados.

Há promessas que fez que não existem: murar os EUA na fronteira com o México ou impedir a entrada de muçulmanos na América do Norte. Mas o que deve preocupar é o que Trump não diz.

O que o presidente-T vai fazer é desregular outra vez os mercados, permitir que os bancos voltem ao pré-2008, criar medidas proteccionistas que magoam a Europa e acicatar a guerra de egos com Putin, o russo.

Ora, os europeus nem de perto, nem de longe, estão preparados para a trumpada.

Os burocratas medíocres de Bruxelas não sabem responder a Trump nem imaginam como este se prepara para moldar a sociedade ao seu capachinho.

Jean Claude Juncker é um malandrim de tasca ao pé do nova-iorquino que inventou uma linha de bifes e costeletas com o seu nome.

Não há fronteira para as medidas da trumpalhada – inclusive destruir o trabalho em defesa do clima, negando o aquecimento global; ou voltar a proibir o aborto e mandar prender as mulheres violadas que queiram interromper a gravidez.

O cabelo natural é obra do óleo de jojobá
O cabelo natural é obra do óleo de jojobá

À volta do presumível presidente, que se comporta como o pequeno clube de Leicester que acaba de ganhar um campeonato de futebol na pérfida Albion, estará um séquito de loucos que apenas percebem a palavra dólar.

O Médio Oriente e os terrenos inférteis de África serão palco do braço de ferro entre Moscovo e Washington.

Milhões têm a vida em risco, com a vitória de ontem.

E não, não há exagero nenhum aqui. O Donald não tem consistência nem substância, mas tem uma vontade enorme de ficar na História.

Como outrora o pintor austríaco ou os netos da Rainha Vitória.

Receba a nossa newsletter

Contorne o cinzentismo dominante subscrevendo a nossa Newsletter. Oferecemos-lhe ângulos de visão e análise que não encontrará disponíveis na imprensa mainstream.

- Publicidade -

Outros artigos

- Publicidade -

Últimas notícias

Mais lidos

- Publicidade -