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Domingo, Novembro 28, 2021

Morreu o cineasta argentino-brasileiro Hector Babenco

Hector Babenco
Hector Babenco

Segundo fonte do Hospital Sírio Libanês, o cineasta morreu após paragem cardíaca na noite desta quarta-feira, em São Paulo. “Ele já estava com o corpo cansado e teve a paragem cardiorrespiratória. Foi tudo muito simples, muito básico”, disse a fotógrafa Janka Babenco, filha do realizador.

Babenco nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1946 e mudou-se para o Brasil aos 19 anos. Naturalizou-se em 1977. Fez aqui uma carreira com filmes notáveis. Antes de fazer a sua primeira longa-metragem, assinou a produção e co-realização do documentário “O fabuloso Fittipaldi” (1973), em parceria com Roberto Farias.

O rei da noite” (1975), foi o seu primeiro trabalho de ficção. Com os actores Paulo José e Marília Pêra, o filme mostra a história de Tertuliano, narrada por ele mesmo, desde a sua infância até à velhice.

O Beijo da Mulher Aranha, com Sónia Braga e William Hurt
O Beijo da Mulher Aranha, com Sónia Braga, William Hurt e Raul Julia

O beijo da mulher aranha“, além da nomeação para melhor realizador, da Academia de Hollywood, deu a Babenco o Grande Prémio do Festival de Tóquio, em 1985. A longa-metragem rendeu a estatueta de melhor actor para William Hurt e concorreu também nas categorias de argumento adaptado e de melhor filme.

Pixote: a Lei do Mais Fraco, com Fernando Ramos da Silva e Marília Pêra
Pixote: a Lei do Mais Fraco, com Fernando Ramos da Silva e Marília Pêra

Outra obra marcante de Babenco foi “Pixote: A lei do mais fraco” (1982), que conta a história de um garoto que faz parte de um grupo de crianças de rua. Após sofrer muito num reformatório, ele faz aliança com uma prostituta, interpretada por Marília Pera.

“Lúcio Flávio, o passageiro da agonia”, “Carandiru” (2003), sobre a luta anti-sida, no Brasil, e “El pasado” (2007), sobre a separação de um casal, com Gael García Bernal e Mabi Abele, são outros filmes do realizador, distinguidos em diferentes festivais latino-americanos e europeus.

Ao longo da carreira, Hector Babenco também dirigiu estrelas do cinema internacional. Em “Ironweed” (1987), dirigiu Jack Nicholson e Meryl Streep.

Hector Babenco também dirigiu peças de teatro, com destaque para “Loucos de amor” (1988), “Closer – Mais perto” (2000) e “Hell” (2010). A montagem mais recente foi “Vênus em vison”, que esteve em cartaz em 2013 e em 2014.

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