Diário
Director

Independente
João de Sousa

Sexta-feira, Dezembro 2, 2022

Na hora da transição

O tempo passou, alforrias foram assinadas e independências proclamadas, e o “inferior” tornou-se igual e em alguns casos superior. Uns apenas continuaram somando e seguindo sem distinção, apenas agradecendo pela dádiva da vida e pelo prazer de sentir em sua pele raios de sol, que o seduzem para uma vida repleta de simplicidade.

Humildade

Uns herdaram sentimentos desprezíveis que nem mesmo eles entendem, apoucando os desfavorecidos e os diferentes, genes de racismo, intolerância religiosas, tribalismo, politicas e desportivas… Devastam cada vez mais vidas. Às vezes nos esquecemos que a única diferença entre os seres humanos está na maneira de pensar, e a genialidade por  vezes até nos torna mais humanos, porque acabamos por entender o sentido das coisas.

Não sei quem decidiu adicionar o termo humilde à pobreza…. Pois ser simples e modestos não nos empobrece de maneira nenhum. Antes pelo contrário… Por vezes me pergunto, o que seria de nós se a morte não existisse???

Pois mesmo com a certeza desta “inesperada” partida, pessoas ditas seres humanos esquecem-se de viver e deixar viver. A ambição desmedida e o venenoso egocentrismo, mutila asas do ser rotulado diferente.

Às vezes me pergunto, para que nos serve o ouro, os títulos, e arrogância na hora da morte?

A morte não é inesperada. Todos nós estamos certos desta dolorosa partida que chega de rompante e leva o fôlego até do “ser maior”… Que nem a natureza respeita.

A morte vem para renovar o ciclo, às vezes meio ao contrário mas renova. Há muita coisa para apreciar, cuidar, doar, ensinar e aprender, sobretudo aprender… Pois tudo que está na terra é para usufruir, cuidar e deixar para as gerações vindouras e não para reter como se fossemos levar para o outro lado na hora da transição.

O mandamento maior que diz para amar o teu próximo como a ti mesmo, não fez distinção de cores, raças, etnias e muito menos estatutos sociais. Ame apenas e deixe-se ser amado.


A autora escreve em PT Angola


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