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Quarta-feira, Maio 25, 2022

A net está um perigo!

José Mateus
José Mateus
Analista e conferencista de Geo-estratégia e Inteligência Económica

Está perigoso passear pela net… Nunca se sabe onde se pode ir parar nem o que se vai encontrar.

Procuro, por exemplo como me aconteceu hoje, um determinado discurso de Sir Winston Churchill sobre a perda de dignidade do governo inglês que assinou um tratado com Hitler) e esse “dignidade” leva-me a uma foto de Churchill aí identificado como… maçon! E, dois links depois, estou a descobrir que um dos maiores parques de Lisboa, ali bem junto à praça do Marquês de Pombal e fronteiro também à Avenida Sidónio Pais, tem o nome de um dos mais importantes maçons de Inglaterra, o rei Eduardo VII. E logo me surge uma lista da Wikipédia com nomes e fotos de maçons famosos (já mortos… claro) que é de deixar o comum dos mortais de queixos caídos. Tudo isto me despertou curiosidade e me pôs a pensar. Na geografia e na toponímia de Lisboa. Por exemplo, será que partindo dos Restauradores pela “Liberdade” acima se vai desembocar numa zona de maçons… Marquês de Pombal, Duque de Loulé, Marechal Saldanha, o tal rei inglês Eduardo II, os “manos” Aguiar (o “mata-frades” Joaquim António e o António Augusto), o Alexandre Herculano, o Braamcamp e, claro o Presidente-Rei Sidónio Pais (como lhe chamou outro tipo bizarro, o Fernando Pessoa!) e…

Decido parar de pensar nisto. Vou voltar à pesquisa inicial do discurso do Churchill sobre a indignidade de fazer um pacto com Hitler e de como isso não só não traz paz alguma como vai, pelo contrário, dar guerra. Meses depois, viu-se! E vou já voltar a isso antes que me perca mais a navegar no mar sem fim da net e dos seus imprevistos encontros. Começo a convencer-me que o Camões (outro tipo bizarro, um “Cavaleiro do Amor”, lá dizia o erudito Sampaio Bruno) se por aqui navegasse ainda encontrava as ninfas da Ilha dos Amores e por elas se perdia. É o que vos digo, a net está um perigo… descobre-se lá cada coisa! Até o “cowboy” John Wayne era um importante “Brother”, como o Louis Armstrong e o Duke Ellington, o tal de I’m Beginning To See The Light!

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