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João de Sousa

Quarta-feira, Julho 6, 2022

No pasaran

João de Sousa
João de Sousa
Jornalista, Director do Jornal Tornado

Os Portugueses têm uma dívida de gratidão histórica para com a Catalunha. É à sua anexação que devemos a nossa Independência. O sangue derramado na guerra Civil, sangue português também, nas Brigadas Internacionais, a isso me compele. Apesar de Europeísta convicto, mas de uma Europa das Regiões, sem o diktat alemão bem expresso na existência de uma moeda que distorce o mercado e penaliza os mais pobres.

O Jornal Tornado tem publicado ao longo dos últimos dias um conjunto de artigos sobre o conflito aberto pela vontade de autodeterminação do povo da Catalunha, expressando as mais diferentes posições. Esta é a minha posição, que apenas me vincula pessoalmente.

Em causa está a submissão a uma monarquia serôdia que, sempre que confrontada, mostra os dentes da sua verdadeira face. Rajoy implantou o Estado de Emergência de facto suspendendo assim a Lei e a Constituição. Mais uma razão para realizar o referendo. É pois com convicção que junto a minha às vozes de Orwell e de Malraux numa sentida Homenagem à Catalunha.

Publicamos uma versão em Castelhano da letra da canção-hino. Para ter a certeza de que na Moncloa entendem.

La Estaca

El viejo Siset me hablaba
al amanecer, en el portal,
mientras esperábamos la salida del sol
y veíamos pasar los carros.

Siset: ¿No ves la estaca
a la que estamos todos atados?
Si no conseguimos liberarnos de ella
nunca podremos andar.

Si tiramos fuerte, la haremos caer.
Ya no puede durar mucho tiempo.
Seguro que cae, cae, cae,
pues debe estar ya bien podrida.

Si yo tiro fuerte por aquí
y tú tiras fuerte por allí,
seguro que cae, cae, cae,
y podremos liberarnos.

¡Pero, ha pasado tanto tiempo así !
Las manos se me están desollando,
y en cuanto abandono un instante,
se hace más gruesa y más grande.

Ya sé que está podrida,
pero es que, Siset , pesa tanto,
que a veces me abandonan las fuerzas.
Repíteme tu canción.

Si tiramos fuerte, la haremos caer.
Ya no puede durar mucho tiempo.
Seguro que cae, cae, cae,
pues debe estar ya bien podrida.

Si yo tiro fuerte por aquí
y tú tiras fuerte por allí,
seguro que cae, cae, cae,
y podremos liberarnos.

El viejo Siset ya no dice nada;
se lo llevó un mal viento.
– él sabe hacia donde -,
mientras yo continúo bajo el portal.

Y cuando pasan los nuevos muchachos,
alzo la voz para cantar
el último canto de Siset,
el último canto que él me enseñó.

Si tiramos fuerte, la haremos caer.
Ya no puede durar mucho tiempo.
Seguro que cae, cae, cae,
pues debe estar ya bien podrida.

Si yo tiro fuerte por aquí
y tú tiras fuerte por allí,
seguro que cae, cae, cae,
y podremos liberarnos.

 

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