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Números do desemprego: diferença entre ficção e realidade

Como são construídos os número do desemprego registado em Portugal: a diferença entre a ficção e a realidade

  • 15 Outubro, 2018
  • Eugénio Rosa
  • Colocado em Análise
  • 5
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Em Portugal existem duas fontes oficiais de dados sobre o desemprego que são o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que tem os Centros de Emprego, e o Instituto Nacional de Estatística (INE). Neste artigo vamos apenas analisar a forma como é calculado o chamado “desemprego registado” para mostrar a sua falta de fiabilidade. No entanto, eles são muitas vezes utilizados para manipular a opinião pública.

O Desemprego registado nos Centros de Emprego do IEFP não corresponde ao desemprego total no país e mesmo este é sujeito a cortes administrativos

Os desempregados inscritos nos Centros de Emprego, o chamado “desemprego registado”, inclui apenas aqueles que, por sua própria iniciativa, se inscreveram nestes Centros. Todos os desempregados que não se inscreveram nos Centros de Emprego não estão considerados nos números do “desemprego registado” . E são muitos milhares nessa situação. Para além disso, os dados sobre o “desemprego registado” contêm grandes incoerências que não têm sido nem esclarecidas nem justificadas pelo IEFP e pelo governo, o que levanta sérias dúvidas sobre a credibilidade dos dados divulgados. É isso que vamos provar utilizando os dados do quadro 1, que são do “Boletim Estatístico” de Setembro de 2018 do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, portanto dados oficiais.

Quadro 1 – Desempregados que se inscreveram em cada mês e total de desempregados a quem os Centros de emprego arranjaram trabalho no período Agosto/2017 a Agosto/2018

Mês/ ANO Desempregados novos que se inscrevem em cada mês nos Centros de Emprego Desempregados que o IEFP arranjou emprego Novos Desempregados que os Centros de Emprego não conseguiram arranjar trabalho
ago/17 42 596 7 019 35 577
set/17 58 887 7 960 50 927
out/17 53 715 7 718 45 997
nov/17 56 884 7 407 49 477
dez/17 40 939 5 263 35 676
jan/18 55 455 7 928 47 527
fev/18 41 216 6 767 34 449
mar/18 42 650 8 774 33 876
abr/18 39 933 8 125 31 808
mai/18 38 521 8 169 30 352
jun/18 38 662 7 218 31 444
jul/18 39 896 6 480 33 416
ago/18 40 869 7 022 33 847
SOMA 590 223 95 850 494 373
Fonte: Boletim Estatístico – Set. 2018 – GEP – Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social

 

Entre Agosto de 2017 e Agosto de 2018, segundo o próprio Ministério de Trabalho, inscreveram-se nos Centros de Emprego de todo o país 590.223 novos desempregados, e os Centros de Emprego só conseguiram arranjar trabalho para 95.850 desempregados durante esse período. Portanto, os restantes desempregados que se inscreveram nesse período – 494.373 – e que os Centros de Emprego não conseguiram arranjar trabalho nesse período, foram engrossar o total de desempregados que existiam no inicio de Agosto de 2017. No entanto, verificou-se um autêntico “milagre”, pois como como revela o gráfico 1 construído com os dados também divulgados no Boletim Estatístico de Setembro de 2018 do Ministério do Trabalho, “o desemprego registado”, ou seja, o total de desempregados inscritos nos Centros de Emprego no lugar de aumentar, não tem parado de diminuir.

Entre Agosto de 2017 e Agosto de 2018, o “desemprego registado”, passou de 418.235 para 338.147 (- 90.088). E isto apesar de neste período se terem inscrito nos Centros de Emprego mais 590.223 novos desempregados e os Centros de Emprego terem conseguido arranjar trabalho para apenas 95.850. É um autêntico “milagre”, aqui não de multiplicação dos pães, mas sim do desaparecimento de centenas de milhares de desempregados das fichas dos Centros de Emprego, que nem o governo nem o IEFP explicaram e justificam.

E esta situação ainda se torna mais estranha quando se faz a seguinte análise. Segundo o Boletim Estatístico de Agosto de 2018 do Ministério do Trabalho, no fim de Julho de 2017 encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do país 416.275 desempregados. Como vimos, entre 1 de Agosto de 2017 e 30 de Agosto de 2018, inscreveram-se nos Centros de Emprego do pais 590.223 novos desempregados que somados aos que existiam no inicio de Agosto de 2017 – 416.275  – dá 1.006.498 desempregados. A este total há que deduzir o numero daqueles que os Centros de Emprego arranjaram trabalho – 95.850 – restando 910.648. No entanto, do Boletim Estatístico do Ministério do Trabalho de Agosto de 2018 consta que, no fim de Agosto de 2018, só se encontravam inscritos nos Centros de Emprego apenas 338.147 desempregados. Isto significa que desapareceram dos ficheiros dos Centros de Emprego, só no período Ag. 2017/Ag. 2018, 572.501 desempregados que nem o governo nem o IEFP deram qualquer explicação ou justificação.

É importante que os portugueses saibam a forma como também são construídos os números do desemprego em Portugal para não serem enganados. E é importante igualmente referir, para que os portugueses saibam, que, em Agosto de 2018, apenas 169.044 desempregados  recebiam subsidio de desemprego o que significa que a esmagadora maioria dos desempregados no nosso país não recebem subsidio de desemprego para poderem sobreviver. E que cerca de 45% dos desempregados vivem no ou abaixo do limiar da pobreza, segundo o INE. Mas esta é  uma realidade em Portugal de que ninguém ou poucos falam. POR QUE RAZÃO SERÁ? É desta forma também, reduzindo o apoio aos desempregados, que se reduz o défice orçamental para “brilhar” em Bruxelas,

 

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Sobre o autor

Eugénio Rosa
Eugénio Rosa

Licenciado em economia e doutorado pelo ISEG

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