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Sábado, Janeiro 22, 2022

Quando pagamos ao ditador, somos o quê?

João Vasco AlmeidaO ditador turco, que só por medo e falta de vergonha continua a ser considerado um gajo democrata, aceita dólar contra a criação de campos de refugiados com rampa para o país de origem. Erdogan, o nome da pessoa em causa, lidera a Turquia desde 2003. Foi primeiro-ministro até 2014 e, depois, Presidente. O seu partido é “islâmico, conservador e apoia a entrada na União Europeia”.

A Europa não tem vergonha nenhuma. Vai pagar a Erdogan, para já, três mil milhões de euros para segurar os fugidos das guerras em campos de lama e vergonha. A Europa admite dobrar o cheque e fechar os olhos se e quando o poder turco começar a enfiar os fugidos para sabe-se lá que destino.

No meio do pacote vai a candidatura da Turquia à União Europeia, que pouco se deve importar que países entram. Pelos vistos, há mais nações a querer sair do que a entrar. A Grã-Bretanha vai a referendo para abandonar a UE, os franceses fazem figas e desejam que a pérfida Albion saia.

Por todo o continente a maioria dos povos já se está marimbando para a União. É o resultado de um poder mal exercido pelos mangas de alpaca de Bruxelas, pelos líderes corruptos e pelos curtos de vista.

A ideia de pagar ao senhorio do prédio do fim da rua para ficar com os ciganos que querem vir viver para o “nosso” 2º esquerdo ia envergonhar qualquer humanista. Mas a ideia da Turquia fazê-lo por nós quase nos leva a aceitar a real politik.

A única coisa que tem de sair da União Europeia é a União Europeia, esse monstro burocrático que condiciona pelo medo e pelo dinheiro. A solução é ouvir os povos, depois destes estarem sem a espada da austeridade e das regras idiotas em cima.

É pedir demais, mas pode ser que o referendo britânico sirva para travar os desmandos bruxelenses e a inaptidão dos de Estrasburgo.

Senão acaba-se.

 

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