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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

Presidente João Lourenço deixa Isabel à sua sorte

“Ela deve sentir a mão pesada da lei”

O Presidente da República, João Lourenço, que falava  à margem da inauguração do Instituto Geológico de Angola (IGEOA) questionado sobre o caso da Efacec, empresa da Empresária angolana, Isabel dos Santos, em Portugal, se a justiça do país sairá em defesa de Isabel, o Chefe de Estado respondeu deixando a entender que não haverá defesa, dizendo que a justiça deve fazer o seu trabalho.

João Lourenço, disse que, “de alguma forma”, a nacionalização da Efacec está relacionada com a cooperação judiciária entre Angola e Portugal no âmbito dos processos que envolvem a empresária Isabel dos Santos.

De recordar que o Conselho de Ministros do Governo de Portugal aprovou, na quinta-feira, 02, a nacionalização dos cerca de 71% que Isabel dos Santos detém na empresa portuguesa Efacec Power Solutions, que estava no lote dos bens arrestados preventivamente pela justiça lusa no âmbito da cooperação com Angola. Um advogado da empresária já veio dizer que este desfecho é o resultado de uma acção “impensada” da justiça portuguesa.

Lembrar ainda que a empresária angolana e filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, tinha colocado a sua quota na Efacec à venda, depois de Portugal ter aceitado cooperar com a justiça angolana no âmbito da acção judicial incida em Angola em Dezembro último, onde o Estado reclama o pagamento de uma dívida superior a 4 mil milhões de dólares.

Isabel dos Santos tem pela frente uma batalha judicial das também suas pátrias, Angola e Portugal no seguimento do caso Luanda Leaks que, tendo já visto o decreto de arresto da sociedade Winterfell, que é controlada por Isabel dos Santos, no que diz respeito à Efacec Power Solutions e, as suas contas pessoais e as suas posições accionistas noutras empresas, que vão das telecomunicações à banca.

O combate à corrupção onde a família do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santo é tida como alvo principal, tem levantado comentários que revelam a ideia de perseguição política. Há dias, o antigo Primeiro-ministro, Marcolino Moco, disse que é uma acção claramente dirigida a um grupo tido como criminosos.

Durante o julgamento do caso “500 milhões de dólares do BNA” onde José Filomeno dos Santos, filho de José Eduardo dos Santos é arguido, o Ministério Público nos seus argumentos chamou o antigo Presidente de “Chefe da quadrilha criminosa” ao referir-se a carta do ainda Presidente Emérito do MPLA que confirma a autorização da transferência do dinheiro, documento que o Tribunal não quer reconhecer valor material.

Ao reagir sobre os argumentos do Ministério Público, o Advogado de Valter Filipe, um dos arguidos do caso, retrucou dizendo desta forma o MPLA deve ser formalizado como organização criminosa, uma vez todos serem do referido partido.

Na operação, feita semana passada, no Norte e Sul de Portugal, foram indiciados vários arguidos, mas a ausência de Isabel dos Santos do território luso não permitiu a sua constituição como arguida. As buscas e apreensões judiciais aconteceram no quadro de sete inquéritos judiciais que correm contra a empresária angolana no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).


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