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João de Sousa

Quinta-feira, Dezembro 9, 2021

O triunfo da paranóia

Paulo Casaca, em Bruxelas
Foi deputado no Parlamento Europeu de 1999 a 2009, na Assembleia da República em 1992-1993 e na Assembleia Regional dos Açores em 1990-1991. Foi professor convidado no ISEG 1995-1996, bem como no ISCAL. É autor de alguns livros em economia e relações internacionais.

Finalmente, a sua extradição não se revelou possível porque a Tunísia não o tinha reconhecido antes como seu cidadão.

E o que foi feito perante isto? Primeiro prendeu-se um baluque refugiado da perseguição jihadista paquistanesa, apenas porque era refugiado e porque não lhe arranjaram intérprete de baluque.

Depois concluiu-se que era preciso reforçar fronteiras, ignorando que o problema – a doutrinação jihadista – é europeu, e por último, segundo fontes bem informadas, a chanceler alemã começou a preparar o desmantelamento de Schengen, o que, a confirmar-se, será mais uma pedra fundamental europeia a desmoronar-se.

O terrorismo é isto: conseguir pôr a vítima a abandonar toda a racionalidade e a reagir de forma paranóica, servindo objectivamente os interesses dos que perpetraram o atentado. Aqui, não é a expectável cedência à demagogia, mas o silêncio da intelectualidade europeia que me surpreende.

Chaumont Dessus, 2016-12-29

Nota do Director

As opiniões expressas nos artigos de Opinião apenas vinculam os respectivos autores.

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