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Domingo, Outubro 17, 2021

A repórter do Tornado expulsa do Sahara Occidental chega hoje a Lisboa

A repórter do Tornado e activista portuguesa Isabel Lourenço que foi esta terça-feira, 10 de Dezembro, expulsa dos territórios ocupados do Sahara Ocidental pelas autoridades de Marrocos, chega hoje a Lisboa às 14h40.

Isabel Lourenço tinha passaporte válido, voo de regresso e hotel reservado. Marroquinos que se identificaram como “autoridades” e “responsáveis” queriam impedi-la de desembarcar do avião no aeroporto de El Aiune, no Sahara Ocidental ocupado por Marrocos, onde se dirigia para falar com familiares de presos políticos saharauis condenados pelos tribunais marroquinos.

Isabel Lourenço chega hoje a Lisboa às 14h40.

A activista encontra-se num hotel em Agadir e não sai à rua «por questões de segurança».

Aterrei em El Aiune e disseram que todos os passageiros podiam sair, excepto eu

A activista portuguesa pretendia reunir com a família do preso Mansour El Moussaui, de 19 anos, e da sua prima Mahfouda Lefkir, de 34 anos, que foi condenada a 6 meses de prisão e a uma multa de 2.000 dirham por ter gritado no final do julgamento de Mansour, dentro da sala do tribunal, contra a ocupação de Marrocos e contra a injustiça do julgamento. Ia também falar com as famílias dos presos políticos do Grupo Gdeim Izik.

Retiraram-lhe o telemóvel e o computador e apagaram e reconfiguraram o conteúdo. Durante varias horas esteve incontactável. «Disseram-me que eu era persona non grata, que não podia falar com as pessoas sem autorização e acusaram-me de estar a atacar a soberania», relembra a activista. «A gota de água foi quando me disseram que as pessoas com quem eu queria falar não eram humanos.»





Isabel Lourenço foi obrigada a entrar num táxi colectivo em El Aaiun com destino, segundo a informaram, a Agadir, que fica a mais de dez horas de distância. Pararam em Inezgane, «uma cidade conhecida por ter um mau ambiente», às quatro da manhã, e disseram-lhe para sair do táxi. «Consegui arranjar um outro táxi para Agadir.»

Neste momento, a portuguesa encontra-se num hotel, mas sem acesso ao telemóvel português. «Tiraram-me tudo, nem consigo descarregar as aplicações para enviar mensagens.» Isabel Lourenço tem comunicado através de um número marroquino, mas cujo «saldo já está a terminar».

Isabel tem bilhete de regresso para hoje, dia 12, com hora de chegado a Lisboa às 14H40, no voo de Casablanca. Tem mantido contacto com a embaixada portuguesa e com a emergência Consular.

Antes da viagem, avisou a embaixada e vários organismos das Nações Unidas.


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